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Entre os planos da companhia está a abertura de lojas próprias sob a bandeira Topper, hoje presentes apenas na Argentina
São Paulo - A Alpargatas, mais conhecida pela marca Havaianas, considera estar na reta final para alavancar seu processo de internacionalização.
Com a entrada em novos mercados e expansão naqueles onde já opera, a companhia tem como meta elevar a participação das vendas externas na receita do grupo nos próximos três anos.
Atualmente, a Alpargatas tem 32 por cento do faturamento em moeda estrangeira, percentual que, segundo o diretor-presidente da companhia, Márcio Utsch, deve chegar a 40 por cento em 2014, ano em que espera atingir entre 5,5 bilhões e 6 bilhões de reais em vendas.
"Já estamos em 82 países, não faltam muitos para continuar crescendo. Crescer no mercado internacional é nosso objetivo, mas sem abandonar o Brasil", disse ele à Reuters na quinta-feira.
Do total de países onde a empresa atua, nove contam com operações próprias e o restante com distribuidores. Mais recentemente, a companhia avançou para Índia e Paquistão.
Mas, ainda que a expansão internacional esteja no foco da Alpargatas, Utsch descarta a possibilidade de a empresa passar a produzir fora do Brasil.
"A fabricação no Brasil faz uma diferença enorme lá fora, principalmente no caso de Havaianas... Quanto mais concentrar a produção, mais escala eu tenho. Resisto a abrir novas fábricas."
É por essa razão que a Alpargatas tem adotado o movimento de redução do número de fábricas, que passam a ter porte maior, sem reduzir o volume de produção. A empresa tem quatro fábricas de grande porte e 13 satélites, e conta com dois centros para montagem, preparo e customização de produtos, um nos Estados Unidos e outro na Espanha.
Além de explorar novos mercados e novas categorias de produtos, o plano de crescimento da Alpargatas está apoiado em crescimento orgânico e fusões ou aquisições de concorrentes.
"Estamos sempre observando o movimento de concorrentes... Mas olhamos aqueles que estão mais vulneráveis. Vamos focar onde podemos ganhar", disse o executivo, sem dar mais detalhes sobre possíveis negociações em andamento.
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