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American Airlines: reestruturação não vai impactar funcionamento da companhia
São Paulo – Nesta terça-feira, o grupo AMR, dona da American Airlines, entrou com pedido de concordada nos Estados Unidos a fim de conseguir honrar suas dívidas no longo prazo. Durante o processo de reestruturação, a terceira maior companhia aérea americana, entretanto, vai continuar operando normalmente.
No começo do mês passado, a possibilidade de a companhia pedir ajuda à Justiça foi descartada pela própria empresa e por analistas que acompanham o mercado de aviação nos Estados Unidos. No entanto, rumores de que a American Airlines entraria a qualquer momento com pedido de falência voltaram a circular depois que a companhia apresentou resultados financeiros negativos no terceiro trimestre.
Apesar de encerrar o período com caixa de 4,8 bilhões de dólares, a American Airlines somou prejuízo de 162 milhões de dólares no terceiro trimestre, revertendo lucro de 143 milhões de dólares acumulado no mesmo período do ano anterior.
Segundo documento apresentado hoje a um tribunal de Nova York pela companhia, a dívida líquida da American Airlines totaliza 29,6 bilhões de dólares, já o total de seus ativos não chega a 25 bilhões de dólares.
Em nota, Thomas Horton, CEO da American Airlines, afirmou que a decisão é difícil, mas necessária para tornar a companhia mais eficiente, financeiramente fortalecida e mais competitiva para o futuro.
Veja, a seguir, 4 razões que levaram a American Airlines à beira da falência:
Endividamento com juros altos
A American Airlines acumula quase 30 bilhões de dólares em dívidas. O montante é superior ao total de ativos da companhia aérea, que valem cerca de 25 bilhões de dólares.
Se ter mais débitos mais elevados que o valor dos ativos já é sinal de problema, ter dívidas com juros altíssimos torna o impasse ainda mais grave.
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