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Viveiro da Suzano: empresa deve vender ativos por causa da dívida
São Paulo - Após registrar prejuízo e forte crescimento na dívida por conta da variação cambial, a Suzano Papel e Celulose garante que sua solidez financeira continua "excelente".
Entretanto, a companhia deve lançar mão da venda de ativos --como os 17 por cento de participação no complexo hidrelétrico de Amador Aguiar (MG)-- para reduzir a dívida, segundo o presidente, Antonio Maciel Neto.
"Se o dólar ficasse em 1,70 real no terceiro trimestre já estaríamos com resultado neutro", afirmou o executivo a jornalistas nesta sexta-feira.
Maciel lembrou ainda que o prejuízo da companhia é apenas contábil e não possui efeito-caixa, ou seja, a Suzano não terá que desembolsar o valor referente à variação cambial negativa.
"A Suzano não tem nenhum problema de curto prazo... temos um horizonte de liquidez de 28 meses", disse ele. Isso significa que a companhia teria esse tempo para honrar compromissos financeiros sem acessar o mercado.
"A Suzano não contrata derivativos exóticos. O hedge é para o fluxo de caixa." Em 30 de setembro, a Suzano registrava dívida líquida de 5,291 bilhões de reais, crescimento de 37,4 por cento em relação ao mesmo período do ano passado e de 26,1 por cento ante o segundo trimestre, por conta da variação cambial, visto que cerca de 50 por cento da dívida da empresa é em moeda estrangeira.
A relação entre dívida líquida e Ebitda, por sua vez, ficou em 4,2 vezes, acima da meta da própria companhia de 3,5 vezes.
Segundo o cronograma de amortização, a Suzano, mesmo com a maioria da sua dívida vencendo no longo prazo, tem um grande montante a vencer no final de 2012 e em 2013.
"O aumento forte mesmo vai acontecer em 2013. Vamos ter colocado todo o investimento (na fábrica do Maranhão) e ainda não teremos receita", disse Maciel, ponderando que, no final de 2013, quando a unidade que produzirá 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano começar a operar, "a dívida vai cair violentamente." A Suzano fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 425,5 milhões de reais, contra lucro de 272,85 milhões de reais no mesmo período de 2011. O resultado ficou pouco abaixo da média de quatro analistas consultados pela Reuters, que apontava perda de 458,8 milhões de reais.
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