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A Sony, que anunciará resultados em 2 de fevereiro, deve apresentar lucro mínimo para o período outubro-dezembro, que normalmente é fortemente lucrativo
Tóquio - A Sony e a rival Panasonic devem reportar queda de lucro trimestral e podem reduzir suas projeções anuais, como efeito da força do iene, das inundações da Tailândia e do desânimo dos consumidores europeus nas semanas que precederam o Natal.
As duas companhias tiveram suas classificações de dívida rebaixadas pela Moody's Investors Services na semana passada, porque suas divisões de televisores continuam no vermelho apesar dos esforços de reestruturação.
A Sony, que anunciará resultados em 2 de fevereiro, deve apresentar lucro mínimo para o período outubro-dezembro, que normalmente é fortemente lucrativo. A previsão é de uma queda de 94 por cento no lucro operacional, para 8,8 bilhões de ienes (114,3 milhões de dólares), de acordo com a estimativa média de seis analistas pesquisados pela Thomson Reuters I/B/E/S.
Isso representaria a pior performance da empresa em seu terceiro trimestre fiscal desde a crise financeira de 2008. Em contraste, a Samsung Electronics anunciou lucro trimestral recorde, este mês, com base na venda crescente de celulares inteligentes.
Para o ano fiscal que se encerra em março, o consenso de mercado entre os 19 analistas consultados é que o lucro operacional da Sony ficará pouco abaixo de 8 bilhões de ienes, bem menos que os 20 bilhões de ienes projetados pela companhia.
A Panasonic, que anuncia resultados em 3 de fevereiro, teve projetada uma redução de 41 por cento em seu lucro operacional no trimestre, para 56,2 bilhões de ienes, devido a problemas na divisão de televisores, lucratividade mais baixa nos chips e desempenho fraco da divisão Sanyo.
Os analistas antecipam que seu lucro operacional anual seja de 124 bilhões de ienes, ou seja, menos que a estimativa de 130 bilhões de ienes oferecida pela companhia, que pode reduzir sua projeção pela segunda vez.
A Panasonic está prevendo prejuízo líquido anual de 420 bilhões de ienes, o pior em uma década, enquanto reduz a sobreposição em algumas de suas áreas de negócios, com a compra das participações minoritárias em subsidiárias como a Sanyo, e acelera a reestruturação de sua divisão de televisores.
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