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Sucessão | 01/02/2012 13:39

Por que resgatar a Sony parece um enredo de PlayStation

Armadilhas, adversários, imprevistos – são muitos os desafios para Kazuo Hirai, o novo presidente da empresa

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Getty Images

Kazuo Hirai, CEO da Sony

Hirai: ciclista e colecionador de lunetas, o executivo terá de suar a camisa e ver longe para recuperar a Sony

São Paulo – A indicação de Kazuo Hirai como novo presidente da Sony, a maior empresa de bens de consumo do Japão, não deixa de ser uma bela metáfora. Um dos criadores do PlayStation, Hirai enfrentará um enredo de videogame para resgatar a empresa.

Hirai assumirá o joystick da empresa em 1º de abril, quando o atual presidente, Howard Stringer, passará a comandar apenas o conselho de administração da Sony. O executivo ingressou na Sony Music em 1984. Em 1995, mudou para a divisão de bens de consumo e entretenimento da Sony nos Estados Unidos, onde foi um dos responsáveis pelo sucesso do PlayStation no mercado local.

É lógico que, pelo seu currículo, Hirai foi apresentado pela Sony como alguém à altura da tarefa de reconduzi-la aos bons tempos. No comunicado à imprensa, Stringer destaca sua visão global, sua capacidade de liderança e o foco nos resultados.

Mas o desafio não é tão fácil, quanto a Sony faz parecer. Veja, abaixo, as fases e as armadilhas que compõem o novo jogo que Hirai disputará a partir de abril:

Fase 1: acumular créditos com o mercado

Investidores e analistas tendem a dar um crédito inicial para qualquer executivo que assuma a presidência de uma empresa. Com Hirai, não será diferente. O problema é a quantidade de “moedinhas” com que ele inicia a partida: relativamente poucas.

Isto porque, para o mercado, Hirai não é nenhum super-herói de videogame. Analistas ouvidos pela imprensa japonesa afirmam que Hirai é educado, profissional, bem qualificado, mas tende a mudar muito pouco a estrutura da Sony.

E lembram que a principal esperança, quando Stringer assumiu, em 2009, era que um estrangeiro desvinculado dos vícios da cultura empresarial japonesa pudesse dar um choque de gestão na Sony. Se alguém que cortou 30.000 empregos e promoveu fortes mudanças na alta cúpula da empresa não conseguiu, alguém brando como Hirai vai conseguir? É o que se perguntam os analistas agora.

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