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Alimentos | 13/12/2011 18:09

O que a Brasil Foods vai fazer com seu negócio na Argentina?

Troca de ativos com a Marfrig e aquisição de outras duas companhias na Argentina vão render à BRF faturamento anual de US$ 500 milhões

  
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Raul Júnior/VOCÊ S.A.

José Antônio do Prado Fay, presidente da Brasil Foods

José Antônio do Prado Fay, presidente da Brasil Foods: negócio na Argentina é muito importante

São Paulo – Na semana passada, a Brasil Foods (BRF) anunciou acordo com a Marfrig para troca de ativos.  No contrato firmando entre elas, a dona da Sadia e Perdigão vai ficar com a principal marca de hambúrguer argentina, a Paty, com mais de 50% de participação no mercado argentino.  Com o negócio, o país vizinho se tornará o terceiro principal mercado internacional da BRF, atrás somente do oriente Médio e Europa, e com grande potencial para crescer daqui para frente.

Segundo José Antonio Fay, presidente da companhia, o modelo de negócio na Argentina deve seguir o exemplo do Brasil, ou seja, com marcas relevantes e de preferência líderes de mercado. “Trata-se de uma operação muito importante e que seguirá um sistema similar ao que a gente tem por aqui”, afirmou o executivo, nesta terça-feira, em almoço com a imprensa.

Recentemente, a BRF anunciou a aquisição de participação em duas companhias no mercado argentino, a Avex, uma das principais produtoras e exportadoras de frangos, e a Dánica, que produz margarinas, maioneses e molhos.  No total, são quatro operações que a BRF possui no mercado argentino e todas devem se unir para dar origem à BRF Argentina.

“Com o tempo, nossos negócios na Argentina devem ter maior participação no comércio global de frango. Hoje, o que é produzido no país atende basicamente o mercado interno. Nosso negócio lá tem grande potencial de expandir”, afirmou Fay. A operação da BRF na Argentina deve gerar receita de aproximadamente 500 milhões de dólares anualmente.

Futuro

Com relação a novas aquisições naquele país, a BRF não descarta a possibilidade de comprar outras companhias para expandir suas operações, “Mas, no momento, não há nada sendo negociado. Queremos organizar nossos negócios primeiro”, disse Antonio Augusto de Toni, vice-presidente de operações externas da Brasil Foods.

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