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A JBS decidiu fechar uma unidade na Argentina depois de restrições do governo
Buenos Aires - A JBS SA, maior frigorífico do mundo, vai reduzir suas exportações a partir da Argentina para se concentrar no mercado local após restrições do governo levarem ao fechamento de uma unidade no país.
A JBS, sediada em São Paulo, tem planos de reduzir a participação das exportações da Argentina para cerca de um terço de suas receitas no país, contra cerca de metade do total há dois anos, disse o presidente local da empresa, Artemio Listoni. Dois terços das receitas deverão vir do mercado doméstico, disse ele em entrevista hoje em Buenos Aires.
A JBS vai fechar a fábrica de Venado Tuerto, na região central do país, e demitir mais de 500 trabalhadores. Os limites de preços e de exportações impostos pelo governo tornaram a operação nessa planta inviável, disse Listone. Além da tarifa de importação de 15 por cento para carne bovina, o governo determinou que empresas vendam 1 quilo de carne na Argentina por cerca de 40 por cento do preço de seu valor de mercado para cada 2,5 quilos exportados, disse ele.
A operação em Venado Tuerto, voltada principalmente para a exportação, “se tornou inviável”, disse Listone, que não quis detalhar as perdas decorrentes das decisões do governo. “Decidimos fechar porque não estávamos ganhando dinheiro.”
A JBS opera unidades nas cidades argentinas de Rosario, Pilar e Pontevedra e não planeja fechar mais plantas, disse ele. A empresa está expandindo a operação na unidade de Rosario, disse Listone.
A JBS operava em queda de 0,85 por cento, a R$ 5,82, às 14:30 em São Paulo. Nos últimos 12 meses até ontem, o papel acumula queda de 16 por cento, em linha com a retração do Ibovespa no mesmo período.
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