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Grace foi a primeira mulher a comandar as operações da da GM no México em 2008 e, desde junho passado, é a atual presidente da subsidiária brasileira
Detroit - A engenheira americana Grace Lieblein conhece bem a General Motors. Filha de um ex-funcionário da GM, em Los Angeles, a executiva está na companhia desde 1978, quando entrou como estagiária. Grace foi a primeira mulher a comandar as operações da da GM no México em 2008 e, desde junho passado, é a atual presidente da subsidiária brasileira.
Ela substituiu a também norte-americana Denise Johnson, que assumiu a presidência do Brasil em 2010, mas permaneceu apenas seis meses no cargo. Caberá a Grace a missão de renovar a linha de produtos da montadora e colocá-la mais perto da Fiat e da Volkswagen, ambas na liderança no Brasil. “Serão sete novos produtos nos próximos meses”, afirmou a executiva em entrevista ao site de VEJA.
No ano passado, GM teve lucro nos Estados Unidos e ganhou dinheiro em mercados emergentes, como a China e o Brasil. O que esperar de 2012?
Grace Lieblein - Nos Estados Unidos, nosso volume de vendas cresceu 14% nos últimos doze meses. Para a Chevrolet do Brasil, diria que é um ano de retomada. Nos próximos meses lançaremos sete modelos. É um bom começo para conquistarmos mais consumidores.
Qual a fatia de mercado que a Chevrolet espera conquistar no Brasil?
GL - Não gosto de fazer estimativas. Prefiro colocar objetivos: ofereceremos grandes carros aos consumidores, preços competitivos e um grande serviço pós-venda. E estamos investindo. No final do ano, vamos inaugurar uma fábrica de motores em Joinville, Santa Catarina. Será uma das últimas etapas de um plano de 5 bilhões de reais, que modernizou as nossas linhas de montagem. E, claro, novos investimentos virão.
O Sonic, versões sedan e hatch, sucesso nos Estados Unidos, pode ser um destes carros?
GL - Ainda não definimos se ele irá ao Brasil. Ajuda o fato de no final de 2012 ele passar a ser fabricado no México, com quem o Brasil tem acordos alfandegários. Mas hoje o Sonic ainda não está confirmado para o nosso mercado.
A senhora estava na GM quando a empresa pegou dinheiro do Tesouro americano e passou por uma reestruturação. Como foi viver estes tempos?
GL - Nesta época trabalhava na nossa divisão mexicana e não acompanhei a tomada mais dura de decisões. Mas, mesmo afastada de Detroit, foi um período complicado, com sacrifícios: linhas de montagem fechadas, pontos de venda fechados, marcas como a Pontiac e a Oldsmobile descontinuadas… A decisão de fazer novos produtos nos levaram de volta a tempos melhores.
Os mexicanos têm interesse em carros feitos no Brasil?
GL - Os maiores problemas do Brasil são o custo de produção e o câmbio. Quando o assunto é automóvel, esta combinação significa carros 25% mais caros que os do México. Um carro coreano, de tamanho similar, feito no Brasil é 40% mais caro. Tudo isso impede que o Brasil seja um grande exportador de automóveis.
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