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A produção local vai substituir importações da GM
São Paulo - A General Motors confirmou ontem a construção de uma segunda unidade em Joinville (SC), para a produção de transmissões, com início de atividades em 2014. O custo do projeto, de R$ 710 milhões, já faz parte do novo pacote de investimento que a empresa anunciará em breve para ser aplicado a partir de 2013. O plano quinquenal atual, de R$ 5 bilhões, se encerra neste ano.
A nova fábrica terá capacidade para 150 mil transmissões ao ano e deve gerar 350 empregos diretos, numa primeira fase. Será construída ao lado da unidade de motores que será inaugurada até o fim do ano, quase três anos após o prazo previsto. A crise na matriz americana e fortes chuvas na região atrapalharam o cronograma das obras, cujo investimento soma R$ 350 milhões.
Ao assinar ontem o protocolo de intenções com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o prefeito de Joinville, Carlito Merrs, o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz, disse que metade da produção de transmissões será destinada ao mercado brasileiro e metade exportada para a Europa.
A produção local vai substituir importações. Segundo Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, 30% das transmissões que equipam carros da marca vêm da Europa e 70% são produzidas na fábrica de São José dos Campos (SP), onde também são feitos automóveis e picapes.
A GM não revela quais veículos vão receber a nova transmissão que, segundo a empresa, terá "seis marchas, alta eficiência e maior capacidade de torque, para cobrir uma gama de aplicações". As expectativas são de que sejam usados no Cruze e no Cobalt, modelos lançados recentemente pela marca, e nas minivans que vão substituir a Meriva e a Zafira, projetos ainda em desenvolvimento.
Em nota, Munhoz afirma que, "ao investir em uma nova fábrica de transmissões, a GM reafirma a importância do Brasil no cenário automotivo internacional, como centro produtor determinado a superar desafios estruturais para ser competitivo". Ele projeta um faturamento anual de R$ 200 milhões para a nova filial.
Já a fábrica de motores, que vai empregar 500 funcionários, terá capacidade inicial para 120 mil peças das versões 1.0, 1.4 e uma mais potente, ainda não revelada, além de 200 mil cabeçotes. Para instalar a unidade em Joinville a GM obteve dos governos estadual e municipal diferimentos e isenções de taxas e impostos. A cidade também deve ser a escolhida pela alemã BMW para sua primeira fábrica na América Latina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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