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Celulose | 02/02/2012 11:57

Fibria quer buscar valor maior de captura de sinergias

Empresa quer superar a meta de R$ 4,5 bilhões capturados em decorrência da união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel

André Magnabosco, da
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Divulgação

Fibria

O perfil da dívida da Fibria ao final de 2011 estava em condições adequadas, alinhadas com as pretensões da diretoria, segundo o presidente, Marcelo Castelli

São Paulo - Após alcançar captura de sinergias de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, o valor presente líquido desde sua criação em 2009 até o final do ano passado, a Fibria trabalha com a projeção de superar esse patamar, considerado meta quando da criação da companhia. "Estamos perseguindo valores maiores do que R$ 4,5 bilhões", afirmou o presidente Marcelo Castelli, em teleconferência com jornalistas, sem detalhar o valor.

A meta de R$ 4,5 bilhões capturados em decorrência da união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), segundo Castelli, foi alcançada em 2011 com três anos de antecedência.

Maturidade da dívida

O perfil da dívida da Fibria ao final de 2011 estava em condições adequadas, alinhadas com as pretensões da diretoria, segundo o presidente da companhia, Marcelo Castelli. Após afirmar que a "maturidade da dívida está excelente", o executivo enfatizou que a companhia não tem pressão para alongar o prazo médio dos vencimentos.

"Chegamos aonde nós queríamos. A questão agora é gerenciar", revelou o executivo em teleconferência com jornalistas. A Fibria tem R$ 1,092 bilhão em dívidas a vencer ao longo de 2012 e R$ 1,846 bilhão em caixa.

O porcentual da dívida com vencimento no curto prazo era de 10% do total de R$ 11,324 bilhões. Por isso, a companhia não trabalha com a necessidade de realizar novas emissões no curto prazo. Apesar disso, destaca Castelli, a direção da companhia está atenta às condições do mercado. Elas devem determinar se a Fibria rolará as dívidas vincendas em 2012 ou se as liquidará. "Depende do momento do mercado e da nossa estratégia", ressalta.

O perfil de endividamento da companhia apresentou deterioração a partir do segundo semestre do ano passado em decorrência da valorização do dólar ante o real. Após superar R$ 1,85, entretanto, a tendência do câmbio é menos preocupante neste ano, conforme sinalizou Castelli.

Citando consenso de analistas, o presidente da Fibria destacou que a direção da companhia trabalha com a perspectiva de dólar ao redor de R$ 1,75. Além do efeito no endividamento, o câmbio também é determinante na receita da fabricante de celulose. Aproximadamente 90% das vendas da Fibria estão atreladas a exportações.

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