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PanAmericano: os indiciados incluem cinco principais ex-diretores do banco, três ex-funcionários e um ex-presidente do Grupo Silvio Santos
São Paulo – A Polícia Federal encerrou ontem a investigação que apurou os crimes envolvendo o Banco PanAmericano – pouco mais de um ano depois de iniciado o inquérito. Ao longo da investigação, foram indiciadas 22 pessoas que, caso condenadas, poderão responder a penas que podem chegar a trinta e um anos de reclusão.
A pedido da Polícia Federal, a Justiça Federal decretou o bloqueio de mais de 21 milhões de reais em investimentos dos envolvidos. Também estão indisponíveis bens móveis e 29 imóveis pertencentes aos indiciados e três embarcações que estavam em nome de uma empresa foram apreendidas. Caberá à Justiça decidir quanto à alienação antecipada de todos os bens.
Os indiciados incluem cinco principais ex-diretores do banco, três ex-funcionários e um ex-presidente do Grupo Silvio Santos - que foram indiciados pela prática dos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, “caixa dois” e crimes financeiros.
Outros seis ex-diretores do banco e dois executivos do Grupo Silvio Santos, estranhos à diretoria do PanAmericano, foram indiciados pela prática dos crimes de gestão fraudulenta e “caixa dois”, em razão da existência de provas de que teriam sido beneficiados pela subtração de valores da instituição financeira. Cinco pessoas foram identificadas como “laranjas”(sócios de empresa de fachada) e também foram indiciadas pelo crime de formação de quadrilha.
O inquérito policial foi encerrado e seguiu para o Ministério Público Federal. O inquérito havia sido instaurado para investigar a existência e a autoria de crimes decorrentes de fraudes contábeis e subtração de valores envolvendo a administração do PanAmericano, entre janeiro de 2008 e novembro de 2010.
As fraudes vieram à tona em novembro de 2010, quando o grupo Silvio Santos anunciou que injetaria 2,5 bilhões de reais no banco. Mais tarde descobriu-se que o rombo total nas contas do PanAmericano era de 4,3 bilhões de reais.
Para evitar a quebra da instituição, Silvio Santos recorreu ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para cobrir o rombo, e acabou vendendo o PanAmericano para o BTG Pactual, de André Esteves.
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