Empresas vão uniformizadas à parada LGBT

Além de "veteranas" aliadas dos direitos de LGBTs, como o Google, companhias como a Ambev e a Microsoft voltarão à Avenida Paulista

São Paulo – As empresas vão fazer parte da festa na Avenida Paulista, neste domingo (18), durante a Parada do Orgulho LGBT. Além de “veteranas” aliadas dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros – como o Google – , companhias como a Ambev (que patrocina o evento, por meio da marca Skol) e a Microsoft voltarão à avenida. A companhia de agronegócios Monsanto e o escritório de advocacia Mattos Filho estão entre as “estreantes”.

A presença na Avenida Paulista, de acordo com Reinaldo Bulgarelli, coordenador do Fórum de Empresas e Direitos LGBT, que hoje tem 37 companhias signatárias – a maioria delas multinacionais com atuação no Brasil -, reflete o crescimento do tema dentro das organizações.

“Acho que é um movimento positivo, pois a empresa está deixando de falar do assunto só dentro de casa”, diz Bulgarelli. “A Parada é um evento super popular e é importante do ponto de vista político.”

Dentro das organizações, profissionais LGBT estão liderando a organização desse endosso público das empresas à diversidade. O advogado tributarista Rafhael Romero Bentos, que está há dois anos no Mattos Filho, tornou-se o líder do grupo batizado “MFriendly” dentro da organização. Hoje, cerca de 20% dos funcionários – ou 170 pessoas – já apoiam oficialmente os direitos LGBT. “A gente não faz distinção nem perguntas, pode participar quem quiser”, explica.

Embora o Mattos Filho seja signatário de tratados brasileiros e internacionais referentes aos direitos LGBT, Bentos afirma que será a primeira vez que o escritório mostrará seu lado LGBT de forma pública. Além da presença uniformizada no evento, as duas sedes do Mattos Filho serão decoradas com a bandeira do arco-íris, que representa o movimento.

A Monsanto, empresa norte-americana do agronegócio, também vai estrear na Avenida Paulista neste fim de semana. O diretor de marketing Gabriel Brasileiro é o líder do pilar LGBTA da companhia – a última letra se refere aos “aliados” do movimento. Brasileiro quer reunir 60 pessoas para marchar juntas para reforçar o compromisso.

No dia a dia dos negócios, a Monsanto – que atua com de forma pulverizada no País, já que faz pesquisas em lavouras – está buscando levar o conceito de respeito à diversidade para fora da área administrativa, localizada na capital paulista. “Já temos subcomitês LGBTA em São José dos Campos (SP) e em Camaçari (BA), mas o objetivo é ampliar isso e criar pelo menos um novo comitê por ano”, explica Brasileiro.

Retorno

A empresa de tecnologia americana Microsoft comparecerá de forma institucional à Parada LGBT de São Paulo pela segunda vez – os funcionários usarão camisas azuis (cor da marca da companhia) decoradas por um visível arco-íris. A empresa quer ir além de ações internas e ajudou a criar um aplicativo para mapear os focos de homofobia, mostrando pontos onde o público LGBT já foi alvo de agressão. Ele é gratuito e de uso anônimo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  1. ABRAÃO LINCOLN SALES BASTOS

    Que mais direito o grupo LGBT quer? Obrigar os demais a pensarem como eles?

  2. Não consigo ver a finalidade da parada gay. Para ser respeitado por serem gays as leis já são determinadas para que não haja discriminação, o que é um dever é e a justiça sendo feita. Por não ser o casal convencional homem-mulher e aceito como correto perante todas as leis não implica que o ser humano não tenha o direito, por suas particularidades, genética e preferências físicas direito de ser feliz da maneira que ele julga certo para a sua existência harmoniosa e decente, também com comportamento e respeito às pessoas que se diferenciam e às leis. Temos que solidarizar com todas as pessoas, mas ter desfile para estar constantemente querendo mostrar que esta diferença tem que ser aceita isso já não é a bandeira que se tem que carregar. Assim como tudo tem seu espaço definido essas reuniões nas ruas das cidades apresentam para muitos, principalmente para os pais que não tem muita informação a levar seus filhos para observar algo que não é muito comum e até as crianças que ali se apresentam a notarem coisas incompreensíveis para a idade delas. A falta de conscientização dos próprios gays que não apresentam um padrão de comportamento – e seria de estimável valia para eles que se organizassem com esse intento – que se manifestam demonstrando cenas pornográficas, mulheres com mulheres se beijando, homens com homens se acariciando. Tudo é de direito, mas tem seu lugar e extensivo a casais heterossexuais que extrapolam os limites da normalidade. É estranho, e os próprios gays deveriam ter aquele respeito e pudor necessários para fazer uma festa em lugares mais tranquilos para eles e mais respeitosos em relação às suas famílias e as famílias dos outros. Nunca houve necessidade de parada gay, pois esse comportamento apenas simboliza que se consideram inferiores e pessoas nenhuma neste mundo é inferior à outra. Estas manifestações que acontecem nas ruas não há ganho de espaço, não há ganho de compreensão e sim faz com que as outras pessoas vejam o quanto todas elas se julgam menosprezadas e não procurando meios mais dinâmicos para seus anseios que serão mais fundamentais para suas constantes conquistas. Quero e desejo que todos os gays consigam em suas vidas o melhor que puderem, no entanto penso que muitos atos, comportamentos e decisões teriam que ser mais pautadas no bom-senso para convivermos harmonicamente entre as diferenças.