Empresas financeiras britânicas vão promover mais mulheres

Das 72 empresas que assinaram a Women in Finance Charter, 60 se comprometeram na terça em ter 30% dos cargos de alto escalão ocupados por mulheres até 2021

Londres – Várias empresas financeiras britânicas de grande porte prometeram preencher quase um terço dos cargos de alto escalão com mulheres dentro de cinco anos como parte de uma iniciativa apoiada pelo governo que visa a aumentar o número de mulheres em um setor tradicionalmente dominado por homens.

Das 72 empresas que assinaram a Women in Finance Charter em julho, 60 se comprometeram na terça-feira em ter 30 por cento dos cargos de alto escalão ocupados por mulheres até 2021, segundo um comunicado do Tesouro do Reino Unido.

Treze organizações, entre elas a Legal & General Group e a Virgin Money Holdings UK, buscam dividir o alto escalão em metades iguais entre homens e mulheres.

A presidente da Virgin Money, Jayne-Anne Gadhia, encabeçou uma análise financiada pelo governo que revelou que as mulheres representam apenas 14 por cento dos comitês executivos das empresas de serviços financeiros.

A análise, publicada neste ano, recomendou a criação da carta voluntária, que pede às companhias que publiquem relatórios anuais sobre o progresso de suas iniciativas para promover as mulheres nas finanças.

“Um número muito pequeno de mulheres chega ao topo, e muitas não progridem tão rapidamente quanto deveriam”, disse a primeira-ministra Theresa May no comunicado enviado por e-mail.

“O Reino Unido é líder mundial em serviços financeiros, mas o setor poderia se sair ainda melhor se aproveitasse ao máximo as diversas mulheres talentosas que trabalham nas finanças.”

De todos os setores, os serviços financeiros têm a maior diferença salarial entre gêneros. As mulheres que trabalham em finanças ganham cerca de 60 centavos por cada libra recebida pelos homens, segundo o Tesouro.

Todos os maiores bancos com sede no Reino Unido e muitas importantes empresas de administração de ativos assinaram a carta.

Como parte da carta, criada pelo Tesouro, as empresas também concordaram em designar um executivo individual como responsável pelos compromissos de cada companhia.

O Ministério das Finanças afirmou que 20 empresas nomearam seus presidentes como a pessoa responsável pelo cumprimento das metas.

A carta também compromete as empresas de serviços financeiros a atrelar os pacotes de remuneração de suas equipes executivas às metas de diversidade de gênero.