Eletros prevê crescimento de 15% das vendas em 2011

O crescimento porcentual das vendas da indústria para o varejo de televisores, linha branca e de pequenos eletrodomésticos deve se igualar ao desempenho do ano passado

São Paulo – As vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos devem crescer cerca de 15% este ano em relação a 2010, de acordo com a previsão do presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula. Dessa forma, o crescimento porcentual das vendas da indústria para o varejo de televisores, linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras) e de pequenos eletrodomésticos deve se igualar ao desempenho do ano passado.

“O avanço tecnológico e a ascensão ao consumo da classe C, pelo aumento da renda, vão puxar as vendas, mesmo com o cenário de desaceleração da atividade econômica. Embora ocorra a alta dos juros, o importante para o consumidor é que a prestação fique dentro do orçamento”, afirmou Kiçula, na abertura da Eletrolar Show, feira de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e TI.

Segundo a Eletros, entre as indústrias representadas pela entidade, apenas as vendas de televisores recuaram no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, com queda de 6%, para 6,064 milhões de unidades. Kiçula justificou o recuo ao efeito de antecipação das compras de televisores no primeiro semestre de 2010 em razão da Copa do Mundo.

Para o encerramento de 2011, porém, a Eletros estima que as vendas de televisores alcancem cerca de 13 milhões de unidades, o que representaria uma alta de 8,3% em comparação a 2010, com destaque para a comercialização de aparelhos de led e LCD. “Até o final do ano, os televisores de led representarão cerca de 35% das vendas”, disse.

De acordo com a Eletros, no primeiro semestre, as vendas de lavadoras de roupa cresceram 20% sobre o mesmo intervalo de 2010 para 3,572 milhões de unidades. Os refrigeradores tiveram alta de 7%, para 2,773 milhões. As câmeras digitais avançaram 10%, para 1,202 milhão. Já as vendas de eletroportáteis subiram 18%, para 12,216 milhões de unidades.