Dívida bruta da Petrobras atingiu R$ 385,784 bi em dezembro

Ainda assim, o montante total é 22% menor que os R$ 493,023 bilhões devidos ao final de 2015

São Paulo – A alavancagem líquida da Petrobras, medida pela relação entre endividamento líquido e patrimônio líquido, fechou o quarto trimestre em 55%, igual à marca de 55% verificada ao término de setembro de 2016 e ante 60% em igual trimestre de 2015.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado atingiu 3,54 vezes, ante 4,07 vezes no terceiro trimestre de 2016 e 5,11 vezes no fim de 2015.

Em dezembro de 2016, o endividamento bruto da petroleira atingiu R$ 385,784 bilhões, sendo R$ 31,855 bilhões de curto prazo e R$ 353,929 bilhões de longo prazo.

O montante total é 22% menor que os R$ 493,023 bilhões devidos ao final de 2015.

Como a Petrobras fechou o quarto trimestre com R$ 71,664 bilhões em disponibilidades (incluindo títulos), a dívida líquida ao término de 2016 alcançou R$ 314,120 bilhões.

A cifra é menor que o endividamento líquido de R$ 325,563 bilhões verificado em setembro de 2016 e 20% inferior aos R$ 392,136 bilhões apurados ao fim de 2015.

As dívidas da petroleira a vencer neste ano totalizam R$ 31,796 bilhões.

Em um período de um a dois anos, vencem outros R$ 36,557 bilhões.

Ainda segundo o material de divulgação do resultado trimestral, da dívida total da Petrobras, o equivalente a R$ 276,876 bilhões foi contraída em dólar.

Outros R$ 21,637 bilhões foram em euros, R$ 78,788 bilhões em reais e R$ 7,688 bilhões em outras moedas.

Para minimizar sua exposição ao câmbio, utiliza contabilidade de hedge para proteção de exportações futuras altamente prováveis.

A prática contábil, que designa relações de hedge entre exportações e obrigações em dólares, ameniza o impacto cambial e, consequentemente financeiro, sobre as demonstrações da empresa.

No entanto, foi questionada recentemente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Derivados

As vendas de combustíveis pela Petrobras no mercado brasileiro atingiram 2,001 milhões de barris por dia no quarto trimestre de 2016, um recuo de 4% em relação aos 2,088 milhões de barris diários negociados nos três meses imediatamente anteriores.

Na comparação com os 2,171 milhões de barris diários do último trimestre de 2015, houve queda de 7,83%.

A comercialização de diesel, principal mercado para estatal em termos de volume, somou 707 mil barris diários, retração de 12% ante os 804 mil barris negociados no terceiro trimestre de 2016 e de 22% em relação aos 907 mil barris diários vendidos em igual intervalo de 2015.

O derivado é consumido em grande escala por caminhões, atividade da economia que depende do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

Já as vendas de gasolina alcançaram 553 mil barris diários, alta de 6% ante os 521 mil barris diários do trimestre imediatamente anterior e 1,60% abaixo dos 562 mil barris diários do terceiro trimestre de 2015.

Incluindo na conta gás natural, alcoóis, nitrogenados renováveis e outros, o volume total comercializado pela Petrobras no mercado brasileiro chegou a 2,438 milhões de barris por dia, 4% menos que os 2,5 milhões de barris por dia do terceiro trimestre e 10% abaixo dos 2,7 milhões de barris por dia negociados de igual período de 2015.

O balanço mostrou, ainda, que o volume vendido no mercado externo no terceiro trimestre de 2016 totalizou 1,013 milhão de barris diários, ante 939 mil barris diários no terceiro trimestre e 1,159 milhão de barris diários no mesmo intervalo do ano anterior.

Com isso, as vendas totais da Petrobras entre outubro e dezembro de 2016 ficaram em 3,450 milhões de barris por dia, 1% menos que os 3,472 milhões de barris diários negociados nos três meses imediatamente anteriores e 10,9% abaixo dos 3,872 milhões de barris comercializados no quarto trimestre de 2015.

Preços

O valor médio de derivados básicos comercializados pela petroleira no mercado interno no quarto trimestre foi de R$ 220,36 o barril, ante R$ 239,36 o barril um ano antes e R$ 228,58 o barril no terceiro trimestre de 2016.

Já o preço de venda do petróleo praticado no Brasil foi de US$ 45,71 o barril para o petróleo, ante US$ 33,50 um ano antes e US$ 41,77 no terceiro trimestre de 2016.