Disney: a magia continua

Fundado pelo cineasta Walt Disney, em 1923, o conglomerado de entretenimento Disney continua cumprindo seu papel de encantar. Vem dando certo com crianças, adultos – e acionistas. Nesta terça-feira, a empresa divulga os resultados do segundo trimestre – e os números devem refletir a boa fase. Analistas esperam uma receita de 13,2 bilhões de dólares, 6% maior que a do ano passado. O lucro trimestral deve ficar na casa dos 2,2 bilhões de dólares, um aumento de mais de 100% em relação a 2011.

A chave do bom momento é emplacar sucessos. A animação Zootopia, que conta a história de uma cidade dominada por bichos, lançado em março, é a campeã de bilheteria do ano, com faturamento de 950 milhões de dólares. Capitão América: Guerra Civil, lançado em abril, já faturou mais de 670 milhões de dólares.

Os resultados são consequência da estratégia de expansão e diversificação da Disney, que começou em 2009 com a aquisição da Marvel, dona, por exemplo, da marca Capitão América. Em 2015, a Disney faturou mais de 2 bilhões de dólares com o último filme da saga Star Wars, O Despertar da Força – a marca foi comprada junto com a LucasFilm, em 2012. Os bons resultados no cinema têm compensado os recentes números ruins do canal esportivo ESPN, tradicionalmente o melhor negócio da Disney, que apresentou prejuízo no último trimestre.

A estratégia de expansão por aquisições da Disney está sendo copiada. Na semana passada, a Comcast, dona da Universal Pictures, comprou o estúdio de animação Dreamworks, fundado por Steven Spielberg em 1994 e responsável por produções como Shrek e Madagascar. Se a competição for para ver quem faz os melhores filmes, os fãs de cinema não têm muito do que reclamar. Preparem a pipoca.