Tecnologia a serviço da saúde: cirurgia robótica cresce no país

Que as tecnologias na área da saúde têm promovido grandes mudanças no setor não há dúvidas: de diagnósticos por imagem cada vez mais precisos a procedimentos menos invasivos, novos recursos vêm transformando o trabalho dos profissionais de saúde ao redor do mundo. No Brasil não é diferente, embora o país ainda precise avançar quanto ao acesso a essas tecnologias – ainda bastante restrito às regiões Sul e Sudeste – nos últimos anos, diversos hospitais e profissionais vêm investindo nesse mercado.
Bom exemplo disso são as cirurgias robóticas. Segundo a empresa norte-americana Intuitive Surgical, que comercializa o robô Da Vinci, desde o ano 2000 o número de cirurgias desse tipo no mundo saltou de apenas mil para quase meio milhão ao ano. O médico brasileiro Marcon Censoni de Ávila e Lima morava e se especializava em Cirurgia Digestiva Laparoscópica em Estrasburgo, na França, em 2001, quando a segunda Cirurgia por robô no Mundo foi realizada pelo Professor Jacques Marescaux no IRCAD, na França; desde então já tinha contato com tal Tecnologia. No Brasil, a primeira cirurgia realizada com esse recurso foi em 2008. Atualmente há 15 máquinas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Nos Estados Unidos, são mais de 2500 robôs.

Os aparelhos robóticos em cirurgias complexas contribuem para atingir o objetivo de tornar os procedimentos menos invasivos e a recuperação mais rápida. Na gastrocirurgia, o Brasil já tem várias experiências registradas de procedimentos de grande complexidade, como cirurgia para diverticulite, cirurgias para câncer de pâncreas, de intestino ou estômago, e nas cirurgias ginecológicas, como em casos de endometriose com comprometimento de outros órgãos.

Vantagens da Cirurgia Robótica

Para o Dr Marcon Censoni, especialista em gastrocirurgia, os sistemas robóticos trazem várias vantagens, como maior precisão dos movimentos, melhor qualidade de imagem e realização de movimentos em 360 graus e o posicionamento mais ergonômico do cirurgião. Entretanto, a tecnologia é uma aliada, nunca uma substituta dos médicos: “Do diagnóstico à escolha dos recursos ideais para cada paciente, é preciso haver uma equipe bem treinada e atenta para lidar com diferentes demandas e desafios”, defende. Assim como nem todo paciente precisa dos exames mais complexos, nem toda cirurgia precisa ser feita com robôs: “a decisão cabe sempre ao especialista, considerando as peculiaridades de cada paciente, mas é importante conhecer os recursos disponíveis para escolher o que é melhor para quem”, explica.

Saiba Mais:
Marcon Censoni de Ávila e Lima é graduado em medicina pela PUC-Campinas, com especialização em Cirurgia Geral, em Campinas, especialização em Cirurgia Digestiva e Laparoscópica , na Universidade Louis Pasteur, em Estrasburgo, França e especialização em Coloproctologia e Colonoscopia no Hospital Sírio-Libanês.

Website: http://www.drmc.com.br/