Segundo relatório, mercado on-line de artes tem crescimento anual de 24% e deverá atingir 9,58 bilhões de dólares em 2020

Entre os anos de 2007 e 2012, a exportação de obras de arte e antiguidades no Brasil cresceu 403%. Saltou de US$ 9,2 milhões para US$ 46,3 milhões, numa curva ascendente que, salva as devidas proporções, superou a curva registrada pelas exportações de petróleo, minério e carne. Em 2007, o Brasil importou US$ 15,2 milhões em obras de artes e antiguidades, e no ano de 2012 o valor mais do que dobrou, chegando a US$ 38,5 milhões.

As cifras fazem parte de um levantamento feito no início de 2013 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Esses números traçam um panorama atual do mercado de arte no país e deixam claro o bom momento que o setor vive.

Para enfrentar a crise econômica do país, as galerias de arte brasileiras encontraram uma saída, responsável pela retração de até 50% nas vendas de arte no ano que passou. Essa saída passa pelo aeroporto: o volume de exportações de arte contemporânea brasileira em 2015 atingiu quase US$ 67 milhões (cerca de R$ 270 milhões), 97,4% a mais que os US$ 33,9 milhões de 2014, números que já levam algumas galerias a instalar um posto avançado no exterior.

Apesar de 2015 ter sido um ano desastroso para a política e a economia brasileira, foi extremamente produtivo para o mercado de arte. De acordo com uma pesquisa do projeto Latitude, uma parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), as vendas de arte nacional para o exterior aumentaram 97,4% no ano de 2015 em relação a 2014.

Isso representa um total de US$ 66,96 milhões (cerca de R$ 260,47 milhões) em obras de arte vendidas para 25 países.
Ainda segundo a pesquisa do projeto Latitude, há várias explicações para o aumento na exportação de arte brasileira. O fato de ser um mercado de luxo é um deles. A outra explicação está na crescente internacionalização das galerias nacionais. Estabelecer parcerias com outras galerias no exterior também é um recurso, e pelo menos 65% das galerias brasileiras recorrem a essa estratégia para divulgar seus artistas. Outra explicação é participar de feiras internacionais, 40% das vendas hoje são feitas recorrendo a esse mecanismo.

Segundo economistas, as vendas do mercado de arte brasileira alcançaram 455 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) em 2012, valor que corresponde a 1% do mercado mundial. Nesse contexto, o setor online de arte começa a crescer num ritmo representativo, segue um aumento anual de 24%, com expectativas para atingir US$ 9,58 bilhões em 2020, de acordo com o relatório da seguradora Hiscox. Para ter uma ideia, na Sotheby’s (sociedade de vendas por leilão), os compradores pela internet gastaram US$ 155 milhões no ano passado.

No segmento de venda de arte online, a Dionísio Arte é uma das web galerias que divulgam os trabalhos de vários artistas do mundo. Como é o caso da arte do artista plástico vietnamita Cuong Nguyen, que segue a vertente realista e pinta de maneira habilidosa e impressionante, retratos de pessoas com um realismo incrível.

De acordo com especialistas do setor, as galerias de arte brasileiras, de fato, encontraram uma saída para driblar a crise econômica do país e poder continuar prosperando no mercado.