País precisa mudar regras trabalhistas segundo gestor da Ricci

Uma das coisas que mais chamaram a atenção da equipe de pesquisa da Ricci Assessoria de Carreiras foi perceber que por mais que ainda sejam uma mão de obra menos onerosa os jovens ainda são os mais atingidos no Brasil. Segundo Cláudio Riccioppo, gestor de carreiras da Ricci, dados mostram que caminhamos para termos quase 1 em cada 5 jovens até 24 anos desempregados. E, segundo ele, isso se dá por diversos fatores, sendo o mais importante a falta de empregabilidade desses jovens. “Muitos se preparam tecnicamente com diversos cursos de formação, mas na prática pouco ou quase nada sabem fazer. Acreditam que mundo corporativo é como o mundo acadêmico. E caem na armadilha de não se apresentarem como um produto à venda no mercado, não possuem rede de relacionamento profissional bem estruturada e por essa carência perdem a arma mais forte de um processo de recolocação profissional que é o network. A nossa pesquisa mostra dados bem próximos da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que já acredita em um aumento de mais de meio milhão de desempregados no Brasil apenas nesse grupo de até 24 anos,” afirma.

Para o gestor, muitos não sabem nem como começar a busca por recolocação ou os caminhos corretos para assim desenvolver o trabalho da sua recolocação. E precisam do apoio de especialistas em carreiras que os auxiliem em como montar um currículo profissional sem ter nenhuma ou quase nenhuma experiência. Da mesma forma como fazer uma carta de apresentação, como se apresentar em uma entrevista de emprego, de que maneira se vestir, comportar, a postura ideal, a colocação ideal, como estar pronto para dinâmicas de grupo, como estar preparado para uma possível negociação salarial e, principalmente, de que maneira vender-se, quais fontes usar, como usar esses recursos e etc.

Ele lembra que o Brasil hoje já está entre os 8 países entre o maior número de desempregados no mundo: “Somos o país com maior número de desempregados em todas as Américas e o número é tão gritante que estamos próximos de ter o dobro do percentual de desempregados, por exemplo, do Chile que é uma economia muito menor que a nossa. Podemos ir até além e comparar nosso número de desempregados ao total da população do Uruguai. Lamentavelmente enquanto não fizermos uma forte alteração nas regras trabalhistas, minimizando encargos e incentivando a criação de novos postos de trabalho, junto as atuais consequências na economia deixados pelo processo de impeachment ainda teremos muito desse assunto a discutir”.

Outro fato importante destacado por Cláudio Riccioppo: “se o mercado não vai mudar nos próximos meses o que deve mudar somos nós. O brasileiro precisa muito amadurecer no que diz respeito à busca por recolocação profissional para encarar essa crise. Precisa estar com a mente mais aberta principalmente para, antes de sair por aí buscando um emprego, estar empregável. Precisa entender que, principalmente agora, não é momento para férias e quando as reservas estiverem acabando sair correndo em busca de um milagre. Precisa entender que investir em recolocação é tão importante quanto investir em formação, pois uma bela formação sem seu devido uso é como uma Ferrari estacionada em uma vitrine, ou seja, não serve para nada do que se propõe”, conclui o gestor de carreiras.

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