Número de autônomos cresce no Brasil e atrai interesse de franceses

A quantidade de brasileiros que têm trabalhado por tarefas contratadas sem vínculo formal com uma empresa, o chamado trabalho freelance ou autônomo, aumentou 30% desde o ano passado, segundo pesquisa da plataforma de crowdsourcing PiniOn.

Os fatores que pesam neste crescimento são muitos: trabalhar à vontade de onde quiser, não ter um chefe direto, fazer o seu horário, não pegar trânsito e ganhar mais dinheiro, por exemplo. É assim que avalia o programador e designer Daniel Fabbri. Daniel trabalha hoje como freelancer e ganha, em média, três vezes mais do que ganhava quando trabalhava fixo em agências de publicidade.

Já para a jornalista Luciane Costa, o que mais pesou em sua escolha de trabalhar como freelancer foi o estilo de vida. Luciane não estava mais satisfeita com sua rotina de trabalho, como funcionária de uma empresa, e resolveu investir na carreira autônoma, buscando uma melhor qualidade de vida e mais liberdade para desempenhar seu ofício.

Um outro fator que culminou no aumento de freelancers no Brasil é o alto índice de desempregados no país. Para driblar o desemprego, empreender desta forma tem sido uma boa alternativa. Montar e gerenciar o próprio negócio nem sempre é uma tarefa fácil, pelo contrário, mas há quem se interesse em ajudar esses profissionais a encontrarem clientes e vê nisso um grande mercado.

Uma das empresas que tem aproveitado este mercado no Brasil é a francesa StarOfService. No país desde meados de junho de 2015, a empresa tem sido a solução de muitos prestadores de serviço (autônomos ou não) na captação de novos clientes. O objetivo da plataforma é o de conectar pessoas que prestam algum tipo de serviço a pessoas que necessitam dele.

A startup já possui milhares de profissionais cadastrados em sua plataforma, que estão divididos entre suas 900 categorias de serviços, e vão desde fotógrafos, DJs, designers a mestres Pokémons, afiadores de facas e serviço de Papai Noel.

Uma gama de serviços interessantes para um momento delicado da economia brasileira, onde o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 11,4 milhões de pessoas em idade ativa se encontram desempregadas no país.

E para quem pensa que o crescimento da busca por este tipo de trabalho é apenas passageiro e uma tendência nacional, uma pesquisa recente feita pela Freelancers Union, juntamente com a plataforma de serviços UpWork, apontou que 63% dos americanos entrevistados têm interesse em se tornar um profissional freelancer ou autônomo por oportunidade, não por necessidade.

A pesquisa indica também que 79% desse tipo de profissional diz que o trabalho como autônomo é melhor que o seu trabalho no mercado tradicional; e mais: que 54% dos freelancers ganham mais do que em seus trabalhos tradicionais.

Seja no mercado brasileiro ou americano, a verdade é que grandes empresas já se utilizam dos serviços de profissionais autônomos ou freelancers como forma de cortar custos com mão de obra, enxugar suas equipes e, assim, economizar na folha de pagamento. E o crescimento deste nicho de profissionais e de empresas dispostas à atendê-los nos indica que, em momentos de crise, surgem grandes oportunidades.

No último mês, a StarOfservice, que é líder em seu ramo na Europa, recebeu mais uma rodada de investimentos no valor de 10 milhões de dólares (aproximadamente 32,5 milhões de reais) para sua expansão global, assim, ajudando micro e pequenos empreendedores a driblarem o desemprego e obterem sucesso em seus negócios, no Brasil e no mundo.

Website: http://www.starofservice.com.br