Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) terá investimentos de R$ 23 mi em nascentes

Ainda neste ano, o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) irá contratar dez projetos que visam recuperar nascentes em espaços de preservação permanente. Ao todo, serão investidos R$ 23,5 milhões para que seja ampliada a oferta de água em regiões metropolitanas com população acima de um milhão de pessoas e que já enfrentavam restrições de abastecimento.

De acordo com o FNMA, cinco dos projetos aprovados foram desenvolvidos por instituições públicas de São Paulo, Bahia, Distrito Federal e Minas Gerais. Por outro lado, as outras foram apresentadas por organizações da cidade civil, localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e também São Paulo.

A previsão é que todas essas iniciativas estejam devidamente contratadas durante o primeiro semestre de 2017. Contudo, isso pode depender da disponibilidade dos parceiros e do orçamento total do governo para a empreitada.

A partir desse grande investimento de engenharia ambiental promovida pela FNMA, o Brasil poderá ficar mais perto da meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, visto que a produção de água também colabora para o objetivo.

Segundo informações apontadas pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR), o País conta com aproximadamente 1,5 milhão de nascentes em propriedades privadas e posses rurais. Quase metade dessas nascentes estão localizadas em estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

O CAR é um registro público instituído pelo Código Florestal onde proprietários declaram o perímetro de seus imóveis rurais, incluindo as áreas voltadas para a produção e também de preservação permanentes, ou seja, margens de rios, nascentes, áreas inclinadas e topos de morros.

Enquanto municípios sofrem pela falta de abastecimento, dados levantados pelo Instituto Brasil afirmam que os brasileiros desperdiçam, por ano, 37% de toda a água tratada, principalmente por vazamentos nas tubulações ou ligações clandestinas. Esse é um número tão grande que representa quase seis Cantareiras, o maior dos sistemas da Sabesp e que serve para abastecer quase 9 milhões de pessoas.

O instituto ainda calculou que entre as 100 maiores cidades brasileiras, 84 perdem mais de um quarto da água que produzem. De acordo com a organização, essas perdas custaram mais de R$ 8 bilhões em 2013. E para se ter uma ideia do quanto isso representa, no mesmo ano os investimentos em saneamento feitos por todo o Brasil somaram R$ 10 bilhões.

Num cenário como esse, diversas empresas e associações estão desenvolvendo diferentes projetos de engenharia ambiental com o objetivo de diminuir o impacto do consumo humano sobre o meio ambiente.

A Geoklock, por exemplo, é uma empresa que atua no mercado de engenharia ambiental há 35 anos, auxiliando empresas de variados setores a partir de consultorias e utilizando estrutura com equipamentos modernos para assuntos ambientais e de sustentabilidade no Brasil e também América Latina.

A empresa trabalha em parceria com o laboratório Bachema, que é especializado em análises físico-químicas ambientais em água, solo, ar e resíduos. Além disso, também mantém uma parceria com a Bachema Analytishe Laboratorien, da Suíça. Sua maior acionista é a EBP, uma tradicional empresa suíça com presença internacional.