Desaceleração no Brasil pesa no balanço da América Móvil

Empresa de telecomunicações teve lucro líquido de cerca de US$ 1 bilhão

Nova York – A empresa de telecomunicação mexicana América Móvil divulgou nesta sexta-feira que teve lucro líquido de 13,252 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 1 bilhão) no segundo trimestre deste ano, uma queda de 45,5% na comparação com o lucro de igual período do ano passado, de 24,315 bilhões de pesos.

Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma retração menor no lucro, de 19%. A receita avançou 9,3%, para 191,739 bilhões de pesos. A América Móvil afirmou que a forte redução no lucro se deu, principalmente, em função de uma perda de 16,1 bilhões de pesos com a desvalorização da moeda mexicana e de outras divisas na América Latina.

Dona da Claro, da Embratel e da Net no Brasil, a América Móvil informou que registrou um aumento de 1,4 milhão de novos clientes de telefonia móvel no País no segundo trimestre, em comparação ao primeiro trimestre, chegando a 62,966 milhões de assinantes. O número de assinantes de telefonia fixa, internet banda larga e TV a cabo no Brasil cresceu 5,1%, para 26,288 milhões.

As receitas do grupo no Brasil subiram 4,1% no segundo trimestre, ante o mesmo período de 2011, para R$ 7,5 bilhões, impulsionadas pelos serviços de banda larga e TV a cabo, cujas receitas avançaram 28,6% e 26,6%, respectivamente. As receita com dados móveis cresceram 25,1%.

“A desaceleração da economia brasileira tem intensificado a competição e também teve um impacto nas receitas, especialmente no segmento de telefonia móvel”, disse a companhia no relatório de divulgação dos resultados.

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) das operações do grupo no Brasil recuou 6,2% no segundo trimestre, para R$ 1,8 bilhão. Mas a América Móvil disse que isso se deve, em parte, ao fortalecimento dos centros de atendimento ao cliente e à expansão significativa da rede.

A companhia afirmou ainda que a Claro continua a trabalhar para fortalecer a capacidade e a qualidade das suas redes, além dos serviços de atendimento ao cliente, após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspender no dia 18 a venda de novas linhas da operadora em três estados, devido ao aumento das reclamações dos usuários. As informações são da Dow Jones.