Conselho da Oi aprova plano para aumento de capital de R$8 bi

Segundo a companhia, os recursos da injeção de capital serão usados para ampliar os investimentos com foco em novos projetos de banda larga

São Paulo – O conselho de administração da Oi aprovou nesta quarta-feira diretrizes para um aumento de capital de 8 bilhões de reais, em uma estratégia que vinha sendo estudada pela companhia em recuperação judicial desde junho.

As condições definitivas do aumento de capital serão divulgadas após negociação com os credores, afirmou a Oi. A aprovação da proposta marca uma mudança de postura dos controladores da Oi, que no início do ano defendiam primeiro resolver o processo de recuperação judicial antes de discutir um aumento de capital ou novos investimentos.

Segundo a companhia, os recursos da injeção de capital serão usados para ampliar os investimentos com foco em novos projetos de banda larga e cobertura de rede de telefonia celular.

O presidente-executivo da Oi, Marco Schroeder, afirmou à Reuters em junho que a companhia trabalhava numa proposta para levantar 8 bilhões de reais em capital novo para acelerar a saída da operadora da recuperação judicial.

Nesta quarta-feira, o executivo comentou no comunicado que “vamos buscar o aumento de capital porque fortalece o balanço da companhia e permite um novo ciclo de investimento e expansão para a Oi, vinculado ao plano de recuperação judicial, dando perspectiva de retorno para acionistas e credores da empresa”.

Segundo Schroeder, “com as diretrizes aprovadas pelo conselho de administração, a diretoria executiva buscará junto aos credores o apoio para viabilizar a aprovação do plano de recuperação judicial na assembleia prevista para setembro”.

A ação ordinária da Oi teve baixa de 1,7 por cento. O papel preferencial caiu 0,3 por cento.

Uma oferta de um grupo de credores da Oi associado à Orascom TMT Investments, do empresário egípcio Naguib Sawiris, que previa troca de dívida da Oi por ações e injeção de capital de 1,25 bilhão de dólares, expirou em junho.

Procurado, o grupo não pode se manifestar de imediato sobre o assunto.