Chrysler produzirá veículos no Brasil, diz executivo

Modelos devem ser feitos dentro de uma unidade industrial da Fiat

São Paulo – A Chrysler vai voltar a produzir veículos no Brasil, como alternativa à pressão do governo para reduzir as importações e aumentar investimentos em solo nacional. A montadora deve fabricar os modelos dentro de uma planta da Fiat, que detém 58,5% de participação na marca norte-americana.

De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, Sérgio Ferreira, chefe das operações da Chrysler no Brasil, afirmou que os detalhes da produção dependem da política industrial a ser adotada no novo regime automotivo, que será anunciado nos próximos dias. “Não conseguiremos ser competitivos se não produzirmos no Brasil”, afirmou o executivo, que já se reuniu com o chefe de manufatura da Fiat para acertar os planos de produção.

Uma das alternativas da Chrysler seria colocar a uma linha na futura unidade industrial da Fiat em Goiana, Pernambuco. A fábrica terá um investimento de R$ 4 bilhões e fontes do governo regional confirmaram a negociação com o grupo para acomodar as operações da Chrysler. Produzir em Goiana seria mais viável, já que ampliar a capacidade produtiva da unidade da Fiat em Betim (MG) está fora dos planos da montadora.

O executivo não revelou nem quais modelos poderiam ser feitos no país nem o volume de produção. Por enquanto, Ferreira, que assumiu o posto há um ano, está preparando a rede de revendas e distribuição. Recentemente, a Chrysler abriu dois centros de peças de reposição – em Louveira e na Argentina. O próximo passo é ampliar a rede de concessionárias, que atualmente conta com 33 pontos. O plano é chegar em 120 até 2014.

A produção da Chrysler no Brasil faz parte da estratégia da Fiat em ser a líder mundial em 2018, buscar alternativas à crise na Europa e expandir as vendas em mercados emergentes.

A Chrysler já tentou produzir veículos no Brasil em duas épocas. A primeira foi na década de 60, em parceria com a Simca. Depois, entre 1998 e 2001, a marca fabricou a picape Dakota em Campo Largo (PR), quando ainda fazia parte do grupo Daimler.