Carlyle gera menos recursos com venda de ativos no 1° tri

Empresa de investimentos teve lucro estável no primeiro trimestre, mas sofreu um declínio no caixa gerado pela gestão e venda de ativos

A empresa de investimentos em participações Carlyle teve lucro estável no primeiro trimestre, mas sofreu um declínio no caixa gerado pela gestão e venda de ativos, apesar de um cenário de mercados de capitais fortes que permitiu rivais ampliarem lucros.

Uma alta no mercado de ações e juros em mínimas históricas têm impulsionado o valor dos ativos dos fundos de private equity e incentivado saída de investimentos para retorno de capital a investidores. Apesar da Carlyle também ter promovido desinvestimentos, as vendas de ativos não ultrapassaram o nível que antecedeu sua oferta pública inicial, em maio de 2012.

“Estamos focados no crescimento e rentabilidade da empresa a longo prazo, o que acreditamos que beneficiará os investidores”, afirmou o co-fundador e co-presidente-executivo da Carlyle, William Conway, em um comunicado na quinta-feira.

O lucro líquido econômico da Carlyle, uma medida de rentabilidade que leva em conta o valor de mercado dos ativos, foi de 394 milhões de dólares, ante 392 milhões de dólares um ano antes. O portfólio de ativos da companhia valorizou 7 por cento durante o trimestre.

Os ganhos distribuíveis, que incluem taxas de administração e comissões de desempenho e mostra o dinheiro disponível para pagar dividendos, foi de 168 milhões de dólares, uma queda ante 179 milhões de dólares registrados no ano anterior.

A Carlyle informou que o total de ativos sob gestão era de 176,3 bilhões de dólares no final de março, um crescimento em relação aos 170,2 bilhões dólares no final de dezembro.

A Blackstone por sua vez, divulgou um salto de 134 por cento no lucro distribuível do primeiro trimestre, para 379 milhões de dólares, enquanto a KKR teve crescimento de 77 por cento no lucro, para 290,6 milhões de dólares.