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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Bilionário egípcio e credores farão plano alternativo à Oi

Grupo Sawiris e Comitê de Bondholders trabalharão juntos em proposta de plano que pode contemplar novo capital e investimentos consideráveis

São Paulo – O Grupo Sawiris, do bilionário egípcio Naguib Sawiris, deu mais um passo hoje rumo ao controle da Oi – desta vez, com ajuda do grupo Ad Hoc de bondholders, o Comitê de Bondholders.

Formado por boa parte dos cerca de 10.000 credores da operadora e representado pela Moelis & Company, o grupo informou hoje que fechou um acordo de colaboração mútua com o empresário para desenhar um plano alternativo de recuperação da companhia.

Em junho, a Oi entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história do país, com uma dívida de R$ 65,4 bilhões.

No início de setembro, o comitê deixou claro que a proposta de plano de recuperação divulgado pela Oi no início de setembro estava longe de atender suas expectativas porque privilegiava apenas os acionistas em detrimento dos credores.

No comunicado divulgado por eles hoje, o grupo afirma que “com o Grupo Sawiris trabalharão conjuntamente para discutir e avaliar os termos de um plano alternativo de recuperação da Oi”.

A ideia é desenhar, junto dos demais credores, uma saída para que a Oi se reestruture e siga competitiva e “contemplará, entre outras coisas, com novo capital e investimentos consideráveis”.

“Eu estou confiante na perspectiva do Brasil, na sua economia e suas pessoas”, declara Sawiris no comunicado. “Nós acreditamos que ao apoiar o comitê de bondholders, junto com a nossa experiência no segmento, nós ajudaremos a Oi em uma solução ganha-ganha a atingir resultados positivos para todos os interessados”, conclui. 

Aporte necessário

Dono de uma participação majoritária na Orascom Telecom, Naguib Sawiris já havia mostrado interesse em comprar a companhia uma semana antes dela entrar com o pedido de recuperação – interesse que foi confirmado por ele também depois do pedido. 

Na época, ele disse em uma entrevista que um aporte bilionário na empresa seria mais que bem vindo neste momento em que a operadora tem urgência em deixar suas contas em dia.

“A Oi precisa de um acionista com uma sólida experiência em telecomunicações para resolver os seus problemas operacionais, além de suas dívidas financeiras”, disse Sawiris.

Na sua opinião, a Oi teria um grande potencial, se sua dívida, acumulada depois de anos de imbróglios societários, fosse quitada. 

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