Azimut compra 60% de participação da Quest por R$ 70 milhões

Após a operação, a Quest passará a se chamar AZ Quest

São Paulo – A gestora de recursos italiana Azimut fechou a compra, na noite de quarta-feira, 22, de 60% da Quest Investimentos, por cerca de R$ 70 milhões.

Fundada pelo ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Carlos Mendonça de Barros, a Quest passará a se chamar AZ Quest.

Mendonça deixará de ter participação acionária na gestora, mas será o presidente do Conselho Consultivo da AZ Quest. A gestão da Quest seguirá independente.

Com a aquisição, a Azimut está mais que dobrando seu tamanho no Brasil, indo para R$ 3,6 bilhões em ativos sob gestão.

A Quest possui mais de R$ 2 bilhões de ativos sob gestão, com foco, principalmente, em ações.

Parte dos recursos da transação será reinvestida na empresa, na contratação de novos profissionais e para ampliar o portfólio de produtos oferecidos.

Além da venda dos 35% que Mendonça de Barros detinha na Quest, o BTG Pactual vendeu outros 15% e a equipe de gestão, por fim, outros 10% de participação societária.

O fechamento da transação deve acontecer nas próximas semanas após atender certas condições precedentes providenciadas no acordo de compra e venda.

“A joint venture com a Quest representa um passo significativo para Azimut na indústria brasileira de gestão de ativos e também demonstra o nosso forte compromisso com o desenvolvimento da nossa presença internacional. Esta parceria acelerará a nossa trajetória de nos tornarmos uma das maiores empresas independentes de gestão de investimentos no Brasil”, afirma Pietro Giuliani, presidente da Azimut Holding.

O chefe de investimentos da Quest, Alexandre Silverio, disse que um dos destaques é que a transação permitirá manter e reter a equipe de gestão.

“Além disso, poderemos potencializar a expertise global e a presença da Azimut em todos os continentes, o que nos permitirá oferecer oportunidades de investimentos de alta qualidade aos clientes locais e internacionais, se beneficiando de maneira mais direta dos movimentos nos mercados de câmbio, futuros, ações e renda fixa, locais e globais”, destacou.