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São Paulo - Aumento da volatilidade e desaceleração do PIB no mundo inteiro. A despeito da situação econômica não ter inflado ânimos no primeiro semestre do ano, o número de fusões e aquisições no Brasil cresceu 8% e foi recorde para o período. Foram 397 transações anunciadas, conforme aponta levantamento divulgado hoje pela PricewaterhouseCoopers.
É verdade que algumas delas foram aceleradas pela adoção de novas regras pelo Conselho Administratitivo de Defesa Econômica (Cade). Desde 29 de maio, as transações precisam do aval da autarquia para seguirem em frente. Antes, o sinal verde vinha depois, o que acabava deixando pouca margem para eventuais mudanças nos negócios. Buscando se enquadrar no modelo antigo muitas companhias apertaram o passo para concluir operações. Não por acaso, 88 transações foram registradas no mês de maio.
Segundo a PwC, o interesse de companhias estrangeiras pelo Brasil chamou a atenção no período. As multinacionais participaram de 44% das operações do semestre. Há quatro anos, esse percentual era de 26%. "Empresas estrangeiras têm buscado e conseguido fôlego para uma expansão nos negócios no país e o investidor continua vendo com bons olhos as oportunidades de negócios no Brasil", reforçou a consultoria em relatório.
A atuação dos fundos de private equity também cresceu significativamente. Esses fundos entraram em 45% dos negócios. Em 2008, a participação batia em 20%. A compra de 85% da Ri Happy pelo Carlyle, em março, e a aquisição de uma participação na Ideal Invest por fundo do Itaú em junho estão entre as transações que engrossaram a lista.
* Atuliazado às 17h51. Ao contrário do que a PwC informou inicialmente, o percentual de crescimento das operações em relação ao mesmo semestre de 2011 é de 8%, e não 10,5%.
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