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Ponte estaiada, em São Paulo: iInfraestrutura brasileira deve atrair participações internacionais
São Paulo - A cobiça pelo mercado de consumo e por grandes projetos de infraestrutura no Brasil, cuja economia tende a ganhar tração reagindo a estímulos do governo, deve acelerar o mercado de fusões e aquisições envolvendo empresas do país no segundo semestre.
Grandes corporações com caixas polpudos, pressionadas por seus investidores a aplicá-los em ativos de alto crescimento potencial, e investidores de private equity com bilhões em caixa estão sedentos para fechar negócios, que foram adiados devido à crise externa e à frágil atividade doméstica recente.
"Todas essas incertezas dificultam a convergência entre ofertas de compra e de venda", disse o diretor do BBI, braço de banco de investimentos do Bradesco, Renato Ejnisman.
Mesmo com a volatilidade dos mercados, a compra e venda de participações em empresas do Brasil movimentou 44,7 bilhões de dólares, em 417 transações, no primeiro semestre, um aumento de 7,1 por cento ante o mesmo período de 2011, quando foram computados 364 negócios, segundo dados da Thomson Reuters.
Grande parte dessa expansão se deve à correria no final do mês passado para anunciar operações às vésperas da reforma no sistema brasileiro de defesa da concorrência, que passa a incluir a análise prévia de determinadas transações.
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