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Votorantim Cimentos: o órgão antitruste aceitou a saída por completo da Votorantim dos ativos da Cimpor em território nacional
Brasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a compra do controle da cimenteira portuguesa Cimpor pela Camargo Corrêa desde que a Votorantim saia do capital da companhia europeia no Brasil. Dessa forma, o órgão antitruste rejeitou a participação da Votorantim na empresa no País.
Como reversão dessa operação, o órgão antitruste aceitou a saída por completo da Votorantim dos ativos da Cimpor em território nacional, conforme acordo assinado voluntariamente com a Camargo na semana passada. A votação foi unânime.
O relator do processo foi o conselheiro Alessandro Octaviani, que também está a cargo da avaliação sobre a possível existência de um cartel no setor. Em um voto com mais de três horas de duração, Octaviani considerou que o mercado de cimento no Brasil é altamente concentrado, situação que impede a afirmação de que existe rivalidade efetiva entre as companhias. "A análise do mercado relevante indica concentração bem superior a 50% em todos os casos", afirmou. Ele lembrou ainda que Camargo Corrêa e Votorantim possuem pelo menos dez negócios em conjunto em diversos setores da economia.
Sobre a participação da Camargo Corrêa na Cimpor do Brasil, Octaviani considerou que a operação também gerou algumas dúvidas e muitas preocupações concorrenciais, mas de forma menos acentuada do que no caso da Votorantim.
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