Apple negocia compra da McLaren por R$ 6,35 bi, diz jornal

O interesse seria devido a um investimento estratégico para se introduzir na indústria automobilística e acelerar planos de produzir um carro elétrico autônomo

Londres – A Apple está negociando a compra da montadora britânica McLaren, uma operação que poderia chegar a 1,5 bilhão de libras (cerca de R$ 6,35 bilhões), revelou nesta quarta-feira o jornal “Financial Times”.

O interesse da Apple pela McLaren seria devido a um investimento estratégico para se introduzir na indústria automobilística e acelerar os planos de produzir um carro elétrico autônomo.

A McLaren Technology Group, que engloba a escuderia que disputa a Fórmula 1, forneceria à Apple experiência em segmentos como sistemas de informação integrados em veículos e materiais para a carroceria.

Os contatos entre ambas as empresas começaram há meses, segundo fontes ligadas à negociação citadas pelo “Financial Times”. No entanto, ainda não há acordo para aquisição da montadora.

Se a operação for concluída, seria a maior compra já feita pela Apple desde agosto de 2014. Até então, o valor mais alto pago pela empresa americana em uma aquisição foi o de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 9,5 bilhões na cotação atual) pela Beats.

A companhia fundada por Steve Jobs e hoje dirigida por Tim Cook nunca confirmou de forma explícita a existência do chamado Projeto Titan, que visaria desenvolver um carro elétrico para comercialização. No entanto, várias informações surgidas nos últimos anos indicam que a Apple contratou dezenas de engenheiros e especialistas em automóveis, sistemas elétricos e baterias.

Um desses funcionários foi Chris Porritt, ex-vice-presidente da Tesla Motors, encarregado da engenharia de veículos.

O projeto poderia ser acelerado com a compra da McLaren, que vende seus veículos de luxo por preços próximos a 1 milhão de euros. Em 2015, a montadora britânica produziu apenas 1.654 carros, mas registrou receita de 450 milhões de libras (R$ 2,4 bilhões).

Nos próximos seis anos, a McLaren se comprometeu a investir 1 bilhão de libras (R$ 5,4 bilhões) em inovação e desenvolvimento.