Diretor de Gente e Gestão também deixa a Estácio

Um dia depois da renúncia do presidente interino da Estácio, Chaim Zaher, diretor de Gente e Gestão também pede demissão

São Paulo – A Estácio Participações informa que Miguel Filisbino Pereira de Paula renunciou ao cargo de Diretor de Gente e Gestão da empresa, para o qual foi efeito em reunião do conselho de administração realizada em 29 de abril deste ano, de acordo com comunicado enviado nesta quarta-feira, 6, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O anúncio surge um dia depois que Chaim Zaher renunciou à presidência da Estácio, que ocupava interinamente desde o dia 16 de junho, após a saída do executivo Rogério Melzi.

Com a decisão, Zaher retornará ao conselho de administração da companhia a tempo de participar da reunião do colegiado, marcada para sexta-feira, para avaliar a proposta de fusão da Kroton, que na semana passada aumentou sua oferta pela companhia.

Com a renúncia, o atual diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Estácio, Pedro Thompson Landeira de Oliveira, assume a presidência do grupo até que o Conselho de Administração se reúna para eleger um novo presidente.

Zaher recomendou ao Conselho o atual diretor de Operação da Estácio, Gilberto Teixeira de Castro, para assumir o posto de presidente.

Com a renúncia, Zaher volta a ocupar a cadeira de membro efetivo do colegiado da Estácio.

Na semana passada, a Kroton ofereceu uma relação de troca 1,281 ação da Kroton por papel da Estácio. A companhia propôs também a distribuição de dividendos extraordinários de R$ 170 milhões aos atuais acionistas da Estácio.

A oferta anterior, de 21 de junho, previa 1,28 ação da Kroton ON para cada papel da Estácio. Na proposta original, de 2 de junho, a relação era de 0,977. As ofertas anteriores não previam a distribuição de dividendos.

A última proposta feita pela Ser Educacional previa o pagamento de R$ 1 bilhão, ou R$ 3,25 por ação, em dividendos extraordinários para os acionistas da Estácio.

Na proposta feita no início de junho, o valor era de R$ 590 milhões. A proposta prevê ainda que os atuais acionistas da Estácio ficariam com 68,7% da empresa combinada e os da Ser, com 31,3%.

Outro ponto é que o conselho de administração da Ser Educacional indicaria o diretor presidente da companhia combinada.