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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Amos Genish vai deixar presidência da Vivo em 2017

Amos Genish vai deixar a presidência da Vivo, que ocupava desde 2015, e dar lugar a Eduardo Navarro, atual presidente do Conselho

São Paulo – A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, terá novo presidente a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Eduardo Navarro, atual presidente do Conselho de Administração da empresa no Brasil, assumirá a presidência da companhia no lugar do israelense Amos Genish, que ocupava o cargo desde 2015 e foi encarregado de executar o processo de integração da Telefônica com a GVT, adquirida pela empresa.

A indicação de Navarro foi feita pelo Conselho da empresa na sexta-feira, depois que Genish manifestou intenção de deixar o cargo por motivos pessoais.

Ele vai presidir o Comitê de Estratégia da empresa no Brasil, que acaba de ser criado, e também será membro do Conselho da Telefônica.

De acordo com a empresa, em quase um ano e meio à frente da empresa, o executivo projetou R$ 22 bilhões de sinergia com a integração das duas empresas. A cifra superou a estimativa inicial de R$ 14 bilhões e mais de metade (55%) dela já foi capturada.

Em nota, a Telefônica diz que a troca do comando marca o início de uma nova fase da empresa no País, após o processo de integração formal com a GVT.

“Durante este período, a Telefônica Brasil reforçou a sua competitividade e liderança no País com os seus principais indicadores financeiros (receitas, EBITDA e geração de fluxo de caixa) apresentando desempenho acima da média do mercado, assim como elevados níveis de qualidade”, diz o comunicado.

Navarro, o novo presidente da Telefônica, é engenheiro metalúrgico pela Universidade Federal de Minas Gerais e ingressou na companhia 1999, tendo ocupado várias posições na empresa. Anteriormente, foi consultor da Mckinsey & Company, atuando em projetos de infraestrutura e telecomunicações na América Latina.

Neste ano, a Telefônica vai reduzir em 20% os investimentos. Em 2015, o total aplicado somou R$ 8,32 bilhões. Só no primeiro semestre o investimento já foi 15% menor do que o mesmo período de 2015.