AmBev perde mercado em novembro

A maior cervejaria da América Latina perde 0,6 ponto percentual de participação enquanto Femsa e Schincariol crescem

SÃO PAULO – A AmBev, proprietária das marcas Antarctica, Brahma e Skol, perdeu 0,6 ponto percentual de participação no mercado brasileiro de cervejas em novembro, registrando um total de 70% das vendas, segundo dados divulgados pela Nielsen.

De acordo com a avaliação da Fator corretora, o resultado consolidado da companhia está fortemente atrelado à demanda do mercado brasileiro, que foi responsável por 55,1% do Ebtida (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da AmBev até setembro de 2009 e por 50% de sua receita líquida durante o período.

A Femsa, dona da Kaiser, aumentou a sua participação no mercado em 0,4 ponto percentual, para 7,2% em novembro. O ganho foi impulsionado pela campanha publicitária veiculada na televisão mostrando que a Kaiser venceu um teste cego realizado com mais de 2.500 consumidores no Brasil. O comercial chegou a ser suspenso a pedido da AmBev, mas logo foi liberado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A brasileira Schincariol, dona da Nova Schin, Primus, Glacial, entre outras, também aumentou sua fatia no mercado no período. O crescimento foi de 0,2 ponto percentual, passando para 11,6% de participação no mercado. Já a cervejaria Petrópolis, fabricante da Itaipava e Crystal, permaneceu com 9,6% de participação em novembro.

Para a Fator corretora, apesar dos indícios de que os concorrentes da AmBev estão mais agressivos, a maior cervejaria da América Latina deve manter um elevado nível de participação nos próximos meses e apresentar um forte desempenho nos resultados do quarto trimestre do ano.

No entanto, a corretora alertou, em relatório, que a AmBev costuma aumentar os preços durante o quarto trimestre, o que pode causar uma perda de quota de mercado durante os próximos meses.

A Fator manteve recomendação de compra para as ações preferenciais da AmBev (AMBV4, sem direito a voto), com um preço-alvo de 206,38 reais para dezembro de 2010. Às 11h27 desta segunda-feira, os papéis da companhia subiam 0,79%, cotados a 169, 33 reais.