Abertura de novos mercados ajuda Salton a exportar 70% mais

Os estrangeiros preferem os vinhos da marca, que correspondem a 60% do total vendido lá fora. Os espumantes vêm na sequência, com 30%

São Paulo – Até outubro, a vinícola gaúcha Salton exportou um volume de bebidas 70% maior do que no mesmo período do ano passado. A companhia não abre as receitas.

O resultado, acredita a fabricante, é consequência da abertura de novos mercados como Chile, Colômbia, Bolívia e Paraguai, em 2015, e Finlândia, Suécia e Taiwan, neste ano.

A empresa enviou seus produtos para 14 países. Os estrangeiros preferem os vinhos, que correspondem a 60% do total vendido lá fora. Os espumantes vêm na sequência, com 30%, e os destilados e suco de uva representam 10%.

Os rótulos com vendas mais expressivas foram o vinho Paradoxo Pinot Noir e o prosecco Brasil Intenso Brut, este último produzido exclusivamente para exportação.

“Nossa proposta é seguir apoiando os parceiros atuais a fim de buscarmos um crescimento mútuo, prospectando, também, outros mercados para abertura de novas contas”, diz em nota César Baldasso, gerente de comércio exterior da Salton.

Ele também considera que a participação em diversas feiras e eventos internacionais durante o ano foi um impulso para fechar mais contratos.

O executivo avalia ainda que os Jogos Olímpicos do Rio e a Copa do Mundo de 2014 chamaram a atenção dos estrangeiros para o país, o que também contribuiu para o aumento dos negócios.

Para o ano que vem,  porém, a expectativa é de um ritmo de exportação mais fraco.

“Acreditamos que o próximo ano seja um pouco mais restrito, devido a não termos um evento de grande porte no Brasil. Por outro lado, confiamos que o trabalho de fortalecimento que realizamos em 2016 será a base para continuidade dos relacionamentos e negócios para 2017”, analisa Baldasso.

A Salton começou seu processo de internacionalização há 11 anos. Desde então, já vendeu bebidas para 21 países e mantém parcerias internacionais com restaurantes como Fogo de Chão Brazilian Steak House, Season’s 52 e Rede Rodízio Grill, nos Estados Unidos, e Marks & Spencer, no Reino Unido.

Comentários

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  1. Muito bom. Continuem o trabalho de abrir novos mercados. Pouco se vê MADE IN BRAZIL no exterior.