A aquisição da Brasil Kirin pela Heineken em números

Com a compra, a companhia holandesa passa a ser a segunda maior fabricante de cervejas do mercado brasileiro, atrás da Ambev

São Paulo – A Heineken anunciou hoje, 13, a aquisição da Brasil Kirin, dona da Schin e Devassa. Com a compra, a companhia holandesa passa a ser a segunda maior fabricante de cervejas do mercado brasileiro, atrás da Ambev.

Confira os principais dados da operação no gráfico abaixo.

Em comunicado, a Heineken afirmou que o portfólio da Brasil Kirin é complementar ao seu negócio de cervejas e possibilitará o crescimento de marcas como Schin, Bavaria, Kaiser, Amstel e Devassa.

A Brasil Kirin também tem uma presença forte no Norte e Nordeste, regiões onde a Heineken tem uma participação menor.

De acordo com a Euromonitor, “a aquisição poderia  dobrar o tamanho das operações no país, criando uma plataforma ainda maior para marcas premium”.

Por causa de problemas na operação brasileira, o grupo japonês Kirin Holdings registrou o primeiro prejuízo da sua história em 2015. A brasileira inicialmente buscava vender ativos e em julho do ano passado vendeu uma fábrica para a Ambev.

Os riscos brasileiros e o mercado competitivo e estagnado eram “limitações” para tornar a Brasil Kirin rentável, afirmou a empresa.

História das marcas

A cervejaria Heineken surgiu em 1864, quando o holandês Gerard Adriaan Heineken adquiriu uma pequena cervejaria em Amsterdã e adotou o método alemão de baixa fermentação para fazer suas cervejas.

Em 1968, assumiu a Amstel. Hoje, tem mais de 250 marcas. Ela chegou ao Brasil em 2010, quando adquiriu a divisão de cerveja do Grupo FEMSA.

Já a história da Brasil Kirin começou em 1939, quando a Schincariol iniciou a produção do refrigerante Itubaína em Itu, SP. Em 1989, a empresa lançou a primeira cerveja, a Schincariol.

Em 2007, comprou as cervejarias Devassa e Baden Baden, de Campos de Jordão (SP). No ano seguinte, comprou a Eisenbahn, de Blumenau (SC), e a marca de cervejas Cintra.

A japonesa Kirin Holdings Company adquiriu o controle acionário pleno da Schincariol em 2011. O nome Brasil Kirin foi divulgado em 2012. Na ocasião, o grupo japonês pagou cerca de US$ 3,9 bilhões pela companhia brasileira, que era a 2a maior em participação de mercado. No entanto, o negócio perdeu espaço e a depreciação do real elevou os custos da operação.

A controladora, Kirin Holdings Company, surgiu como Japan Brewery Co., em Yokohama no Japão em 1885. A cerveja Kirin Beer foi lançada em 1888.

A conclusão da aquisição está sujeita às aprovações regulatórias habituais e está prevista para o primeiro semestre de 2017.

 

Comentários

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  1. Marcio Rossi

    Estranhei os números apresentados na matéria para produção e faturamento do mercado cervejeiro; fazendo as contas, seriam R$ 1,45 de faturamento para cada litro produzido, o que efetivamente não pode corresponder à realidade.