Vídeo vazado de Trump faz Hillary subir nas pesquisas

A pesquisa chega dias após o vazamento de um vídeo de 2005 em que Trump utiliza uma linguagem vulgar para se referir a mulheres

Washington – A candidata do Partido Democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, aumentou a vantagem sobre o candidato republicano, Donald Trump, em uma nova pesquisa encomendada pelo Wall Street Journal e pela NBC News.

A pesquisa chega dias após o vazamento de um vídeo de 2005 em que Trump utiliza uma linguagem vulgar para se referir a mulheres.

Na nova pesquisa, a vantagem de Clinton subiu para 11 pontos percentuais, contra 6 pontos no mês de setembro. Agora, a candidata democrata possui 46% da preferência do eleitorado contra 35% do adversário.

A pesquisa inclui ainda as intenções de voto para candidatos independentes.

No fim de semana, após o vazamento do vídeo, vários membros do Partido Republicano pediram a desistência de Trump na corrida eleitoral, dando oportunidade para outro candidato assumir a chapa.

Segundo a pesquisa, entre o eleitorado republicano, 38% dos entrevistados acredita que o empresário não é qualificado para assumir o cargo e que deveria se retirar.

Entretanto, 42% do eleitorado de Trump discorda e julga que o vídeo não deveria ser um problema, já que os comentários foram feitos há mais de 10 anos e o candidato já se desculpou.

Entre o total de republicanos votantes, 72% afirmam que irão votar em Trump na eleição de 8 de novembro. O número é inferior ao apoio que Hillary Clinton tem entre os democratas, de 85%.

Entre as mulheres, o apoio a Clinton é 21 pontos porcentuais maior que a Trump, enquanto entre os homens o candidato republicano tem vantagem de um ponto porcentual.

A pesquisa foi realizada com 500 votantes registrados entre os dias 8 e 9 de outubro, portanto, antes do segundo debate televisivo entre os candidatos, ocorrido na noite de domingo.

Por conta disso, eleitores republicanos acreditam que o apoio a Donald Trump deverá se estabilizar novamente na próxima pesquisa, entre os que acreditam que ele se saiu melhor no debate. A margem de erro é de 4,38 pontos porcentuais. 

Assista ao vídeo divulgado, na última sexta-feira, 8, pelo jornal norte-americano Washington Post:

//www.washingtonpost.com/video/c/embed/3bf16d1e-8caf-11e6-8cdc-4fbb1973b506