Viagem à Lua pode ser alvo de investigação internacional

Artigo levantou suspeitas sobre o que aconteceu com as filmagens originais das missões Apollo, que levaram astronautas da Nasa pela primeira vez à Lua, em 1969

Um dos maiores feitos da humanidade pode ser alvo de uma investigação internacional.

Em um artigo publicado no jornal Izvestia, um porta-voz do governo da Rússia levantou suspeitas sobre o que aconteceu com as filmagens originais das missões Apollo, que levaram astronautas da Nasa pela primeira vez à Lua, em 1969.

Vladimir Markin, que fala pelo Comitê Investigativo da Rússia, também quer descobrir o que aconteceu com os 400 quilos de rocha lunar que teriam sido trazidos à Terra pelos astronautas, entre 1969 e 1972.

“Não estamos sugerindo que eles não foram à Lua e simplesmente fizeram um filme a respeito. Mas todos esses artefatos científicos – e talvez culturais – são parte do legado da humanidade. Seu desaparecimento sem deixar rastros é uma perda comum. Uma investigação deve revelar o que aconteceu”, escreveu Markin.

A Nasa, porém, nega qualquer “desaparecimento”. Em 2009, a agência admitiu ter apagados as gravações originais para diminuir custos com a manutenção de arquivos. Entretanto, a agência afirma que mantém salvas as transmissões feitas pela TV da época, todas remasterizadas e em boa qualidade.

Ainda segundo a Nasa, as rochas obtidas pelos astronautas na Lua são mantidas pelo Centro Espacial Lyndon B. Johnson, no Texas. Amostras do material também podem ser encontradas em diversos museus ao redor do mundo.

O motivo para a declaração do governo russo, porém, não parece ser a preservação da cultura humana. Em seu artigo, Markin diz que os Estados Unidos “cruzaram a linha” ao investigar os esquemas de corrupção na Fifa.

Segundo ele, o país “se auto-declararou o supremo árbitro de assuntos internacionais” e, por isso, também pode ser alvo de investigação por outros países.