UE considera retirar Farc da lista de grupos terroristas

"Vamos fazer as considerações necessárias tendo em vista a assinatura prevista para a tarde de hoje", disse a porta-voz da Comissão Europeia

Bruxelas - A União Europeia (<a href="http://www.exame.com.br/topicos/uniao-europeia"><strong>UE</strong></a>) fará as "considerações necessárias" sobre uma eventual retirada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (<a href="http://www.exame.com.br/topicos/farc"><strong>Farc</strong></a>) de sua lista de organizações <a href="http://www.exame.com.br/topicos/terroristas"><strong>terroristas </strong></a>assim que o acordo de paz firmado entre a guerrilha e o governo <a href="http://www.exame.com.br/topicos/colombia"><strong>colombiano </strong></a>seja assinado nesta segunda-feira.</p>

“As Farc seguem atualmente na lista de organizações terroristas na Colômbia, mas (a lista) está sempre em revisão. Vamos fazer as considerações necessárias tendo em vista a assinatura prevista para a tarde de hoje”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Maja Kocijancic, em sua entrevista coletiva diária.

A relação da UE sobre terrorismo inclui pessoas ou grupos que atuam dentro ou fora do bloco. Ela é revisada regularmente pelo Conselho Europeu, instituição na qual estão representadas os governos dos 28 países-membros, ou, pelo menos, a cada seis meses.

Além da avaliação periódica, o Conselho pode adotar decisões sobre a inclusão ou retirada de nomes da lista a qualquer momento.

Os integrantes da lista podem ter recursos ou bens financeiros na UE congelados. Além disso, podem sofrer com medidas restritivas em relação com a cooperação policial e judicial.

O governo da Colômbia e as Farc conseguiram firmar em agosto um acordo de paz, após quase quatro anos de negociações em Havana. O pacto será assinado hoje em Cartagena de Indias e submetido a um plebiscito para aprovação popular no próximo domingo.

Em sua primeira visita a Bogotá como chefe da diplomacia da UE, a alta representante para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, prometeu uma ajuda de 575 milhões de euros à Colômbia para colaborar com o financiamento do pós-conflito.