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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Trump é eleito personalidade do ano pela revista Time

"É uma grande honra, significa muito", disse Trump ao programa "Today", da rede NBC

Washington  – A revista Time escolheu o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, como a personalidade do ano, anunciou a revista neta quarta-feira.

“É uma grande honra, significa muito”, disse Trump ao programa “Today”, da rede NBC, em entrevista pouco após o anúncio.

 

Comentários

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  1. Ricardo Gomes Rodrigues

    A Crise da Maioria
    O Debate Nixon X Kennedy
    A principal questão que produziu o fenômeno Donald Trump nos Estados Unidos de hoje é a crise da maioria produzida pelas distorções criadas desde a década de 1960, com o avanço do neoliberalismo sobre o Estado de bem-estar social Norte-Americano.
    O debate Nixon versus Kennedy, no início de 1960, sinalizou o quanto os Liberais estavam dispostos a assaltar o poder para constituir uma sociedade que privilegiava Wall Street contra Main Street. Iniciou-se, a partir de então, o lento desmonte do Estado de Bem-Estar social que vinha sendo construído a duras penas desde o final da Segunda Guerra Mundial.
    A estratégia principal para esse desmonte do Estado do Bem-Estar social foi a fragmentação da sociedade a ponto de se destruir a noção do real significado da palavra maioria. A partir de questões válidas como dos direitos civis da minoria negra, construiu-se uma narrativa que sistematicamente bombardeava a questão principal que é: “afinal quem é a maioria? “
    Ao se questionar quem é, ou era, a maioria, questionou-se, também, os fundamentos da sociedade e sua união em torno de um destino comum, quer seja histórico, quer seja econômico, quer seja social. É a maioria que lidera esse destino comum por uma razão muito simples, por que é a maioria, afinal de contas.
    A emancipação da minoria negra passa a questionar esse destino comum, deixando de ser simplesmente uma questão de direitos civis de uma minoria reconhecidamente oprimida numa América segregada da década de 1960. Essa foi a grande artimanha engendrada pelos Neoliberais para afundar o Estado Norte-Americano do bem-estar social, retirando-se direitos sociais e colocando-se no lugar os direitos civis da minoria. Assim, indústrias se moveram para a China comunista em regiões segregadas, onde se quer foram capazes de criar um mercado realmente chinês, e no lugar, promoveu-se o avanço dos direitos de outras minorias, a ponto de distorcer a questão principal desse artigo: “afinal quem é a maioria? ”
    Aquilo que começou com o debate Nixon X Kennedy, terminou com a eleição de um Presidente Negro, legítimo representante de uma minoria que representava 18% da população norte
    americana. Então, como 18% representa 100% é a grande questão que demonstra a deterioração do conceito de maioria em prol dos legítimos direitos das minorias.
    Mas, não se iludam, por detrás dessas questões sociais legítimas estava a grande artimanha Neoliberal de desmonte do Estado de Bem-Estar social Norte-Americano, pois a questão em vez de ser por mais direitos sociais, passou a ser por mais direitos para as minorias, favorecendo, assim, os direitos dos investidores de Wall Street na China, não só calando a boca da maioria por mais direitos sociais, mas também, deteriorando as bases do desenvolvimento industrial Americano que foi a mola propulsora da ascensão da classe-média Americana no período de 1945-1972.
    A questão neoliberal passou a ser de como afundar com o conceito do que é maioria em prol da balcanização e fragmentação social, rechaçando, dessa forma, a luta por mais direitos sociais. As consequências não poderiam ter sido piores, pois que ao afundar com a maioria afundou-se, também, com a classe média Norte-Americana e, paradoxalmente, afundou-se com o mercado Norte-Americano o que nos leva a crise econômica atual do neoliberalismo.
    A Crise do Estado Laico
    Além de produzir a deterioração do mercado Norte-Americano, outra consequência foi o desmonte da família e do Estado ao se tentar substituir valores “tradicionais” da sociedade tais como, pai, mãe e religião por valores ideológicos promovido pelo Estado, agora, neoliberal, que não mais tinha como objetivo promover o bem-estar social da sociedade, mas sim, o bem-estar dos investidores de Wall Street.
    A tentativa de se substituir Deus pelo Estado Neoliberal produziu-se uma impressionante crise dentro do próprio Estado Norte-Americano, pois que valores ideológicos não puderam, e isso já era de se esperar, substituir valores culturais ancestrais que vinham desde os primórdios da civilização humana tais como para a ideia de Deus e da própria religião.
    A transitoriedade da questão ideológica é fundamental para se entender aqui a falência do Estado Laico pois que ideias são de fato transitórias como somos todos seres humanos. Mas, como valores tradicionais da religião e de Deus superam essa transitoriedade das ideias e das próprias paixões humanas?
    A resposta está nas próprias paixões humanas. O Estado Laico Neoliberal ao destruir o Estado de Bem-Estar Social, destruindo o conceito de maioria, passa a assentar-se sobre a transitoriedade das paixões humanas e não na perenidade de Deus, ou das religiões, o que vinha sendo desenvolvido desde os Faraós do Egito.
    Quarenta Séculos de História da Fé Humana; Opus Dei
    A perenidade de Deus e da religião, em oposição a transitoriedade do Estado Laico Neoliberal, está bem expressa nas massivas e monolíticas construções das pirâmides do Egito, obra de fé de Reis, Impérios e Deuses. A imagem dos Deuses e dos Reis mudaram, mas ficou ali demonstrado a magnífica obra da fé humana em algo mais perene do que valores ideológicos.
    A construção das pirâmides do Egito não foi obra de escravos, nem tão pouco resultado de trabalho fútil, mas um projeto de um Estado, de um Império em torno de Deus. Isso bem explica a tremenda crise do Estado laico da atualidade pois que esse Estado não é obra nem de um
    Estado, nem de um Império, mas sim das vaidades e das paixões ideológicas meramente humanas.
    Assim, quarenta séculos de fé humana continuam, e continuarão ainda por muito tempo, como guardiões da civilização humana. Enquanto existirem as pirâmides do Egito existirá a civilização humana como obra perfeita no equilíbrio entre razão e fé, Religião e Ciência, Deus e o nada.
    Prof. Ricardo Gomes Rodrigues