Treze países perdem direito de voto na Unesco

Onze países perderam o direito de voto após terem deixado de contribuir financeiramente com a Unesco

Paris – Treze países, entre eles os Estados Unidos e Israel, perderam oficialmente o direito de voto na Unesco, informou à AFP a organização, reunida neste sábado em sessão plenária, em Paris.

Ambos os países deixaram de contribuir após a admissão, em 31 de outubro de 2011, da Palestina como membro de número 195 na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A não contribuição financeira acarreta automaticamente a perda dos direitos de voto.

Onze países perderam o direito de voto após terem deixado de contribuir financeiramente com a Unesco em rezão de dificuldades econômicas, catástrofes naturais e conflitos. São eles: Dominica, Maldivas, Malta, Ilhas Marshall, Micronésia, Niue, Papua Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa e Suazilândia.

Os Estados Unidos disseram na sexta-feira “lamentar” a perda de seu direito de voto, reforçando sua vontade de continuar com sua “adesão à Unesco”.

Israel relativizou a perda de seu voto. “Não estamos surpresos, trata-se de um processo automático, e não de uma punição”, afirmou uma fonte do governo israelense que não quis se identificar.

Em junho de 2012, os palestinos falaram numa vitória “histórica” ao conseguirem a inscrição da Basílica da Natividade de Belém, na Cisjordânia, na lista dos Patrimônios da Humanidade da Unesco.

A Casa Branca não era favorável à admissão da Palestina antes que fosse alcançado um acordo com Israel. Os Estados Unidos já haviam se ausentado da Unesco entre 1984 e 2003.

O fim da contribuição financeira por parte de Washington provocou uma grande crise financeira na organização, que teve que lidar com uma diminuição de 22% de seu orçamento – passando de 653 para 507 milhões de dólares.