Três usados de apoiarem EI alegam inocência nos EUA

Detidos há duas semanas por suspeita de apoiarem o Estado Islâmico, três homens residentes em Nova York se declararam inocentes

Detidos há duas semanas por suspeita de apoiarem o Estado Islâmico (EI), três homens residentes em Nova York se declararam inocentes das acusações que pesam contra eles, disseram fontes judiciais à AFP.

Abdurasul Hasanovich Juraboev, de 24 anos, e Abror Habibov, de 30, oriundos do Uzbequistão, assim como Akhror Saidakhmetov, de 19, do Cazaquistão, foram apresentados ao juiz federal William F. Kuntz no tribunal do Brooklyn (sudeste de Nova York).

Os três são acusados de conspirar para fornecer material de apoio a uma organização terrorista internacional, entre outras acusações.

“Os três se declararam inocentes”, disse à AFP um porta-voz do tribunal federal do distrito leste de Nova York.

Os três indivíduos foram detidos em 25 de fevereiro: Saidakhmetov, no aeroporto nova-iorquino JFK, quando estava prestes a embarcar para Istambul; Juraboev, em sua casa, no Brooklyn; e Habibov, em Jacksonville, na Flórida (sudeste dos EUA).

Segundo a Procuradoria, Saidakhmetov e Juraboev pretendiam viajar para a Turquia e, depois, para a Síria, onde se uniriam às fileiras do EI.

Juraboev havia comprado a passagem de avião para viajar para Istambul no próximo mês, segundo a Procuradoria Federal.

O terceiro suspeito, Habibov, é acusado de ajudar a custear a empreitada de Saidakhmetov para se unir aos jihadistas sírios.

Se forem considerados culpados, os três podem ser condenados a até 15 anos de prisão.

Recentemente, o governo americano estimou em 20 mil o número de combatentes que viajaram para a Síria, oriundos de 90 países. Pelo menos 3.400 deles seriam cidadãos de nações ocidentais.

As autoridades começaram a investigar Abdurasul Juraboev em agosto passado, depois que ele postou comentários em um “site” uzbeque ideologicamente alinhado com o EI. Nesse portal, Juraboev disse que estava disposto a matar o presidente americano, Barack Obama, se o EI ordenasse.

Depois disso, Akhror Saidakhmetov teria revelado que pretendia comprar uma metralhadora leve para matar policiais e agentes do FBI, caso seu plano de se juntar ao Estado Islâmico não se concretizasse.