Tóquio responderá à detenção de dois japoneses na China

"Responderemos adequadamente visando a proteção de cidadãos japoneses (no exterior)", disse em entrevista coletiva o ministro porta-voz do governo japonês

Tóquio – O governo japonês se comprometeu nesta quarta-feira a responder “adequadamente” à situação criada pela detenção na China de dois cidadãos japoneses suspeitos de cometer espionagem no país vizinho.

“Responderemos adequadamente visando a proteção de cidadãos japoneses (no exterior)”, disse em entrevista coletiva o ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, pouco depois que a Chancelaria chinesa confirmou em Pequim ambas detenções “por suspeitas de realizar atividades de espionagem”.

Em declarações recolhidas pela agência “Kyodo”, Suga se limitou a acrescentar que os dois japoneses estão detidos na China desde maio e não ofereceu mais informação sobre sua identidade ou o motivo de seu encarceramento.

Fontes anônimas envolvidas nas relações entre ambos países e citadas por diversos meios japonesas apontaram que os detidos são dois homens que têm pouco mais de 50 anos.

Ambos são empregados de empresas japonesas que visitam regularmente o país vizinho, segundo estas fontes, que indicaram além disso que um teria sido detido em maiona província litorânea de Zhejiang, ao sul de Xangai, por realizar supostamente atividades de espionagem em instalações militares chinesas.

O outro teria sido detido na província de Liaoning (nordeste), perto da cidade de Dandong, na fronteira entre China e Coreia do Norte.

Essas são as primeiras detenções de cidadãos japoneses na China desde 2010, quando quatro trabalhadores da companhia japonesa de construção Fujita Corporation foram temporariamente detidos na província de Hebei (nordeste) por ter supostamente tirado fotografias sem permissão em instalações militares.

Três deles permaneceram detidos durante 10 dias, enquanto o quarto permaneceu sob detenção por 19 dias.

Em novembro, a Assembleia Nacional Popular (ANP) aprovou uma nova lei contra a espionagem, destinada a reforçar a vigilância e perseguição legal de organizações estrangeiras ou pessoas que cometam delitos de espionagem no país asiático.