Time: o ano de Trump; Renzi renuncia…

Renzi renuncia

O premiê italiano Matteo Renzi renunciou ao cargo, logo após a aprovação do orçamento de 2017 no parlamento do país nesta quarta-feira. Renzi já havia anunciado sua saída no domingo 4, quando sua proposta de reforma constitucional foi rejeitada por 59% dos eleitores em um referendo. O presidente, Sergio Mattarella, havia pedido que Renzi permanecesse até a votação do orçamento, e agora, começará a negociar com os principais partidos para nomear um novo premiê. A oposição pede a realização de eleições diretas — originalmente, o pleito estava previsto para 2018.  

Mais um general

Segundo fontes próximas ao presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, o general reformado da Marinha, John Kelly, foi escolhido para comandar o Departamento de Segurança Nacional. A pasta é responsável por cuidar das fronteiras e de ameaças internacionais. Kelly, que já participou do governo Obama, é conhecido por ser favorável à prisão de Guantánamo e defender um rígido controle nas fronteiras. É o terceiro general escolhido por Trump para seu gabinete.

Personalidade do ano

A revista Time divulgou nesta quarta-feira que Trump foi escolhido pela publicação como personalidade do ano. A premiação é uma das mais tradicionais do mundo, e segundo a Time, a escolha de Trump se justifica pela reviravolta provocada na política americana após a vitória do empresário nas eleições presidenciais. Também concorriam ao prêmio nomes como a democrata Hillary Clinton, a cantora Beyonce e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Efeito Trump

Duas grandes empresas asiáticas afirmaram que vão expandir suas operações nos Estados Unidos. A fabricante de eletrônicos Foxconn diz estar em conversas preliminares para investir no país. Subsidiária da Apple na Ásia, a empresa tem sede em Taiwan e é a maior produtora de eletrônicos e computadores no mundo. Enquanto isso, após se encontrar com Trump, o bilionário Masayoshi Son, do banco japonês SoftBank, afirmou que irá investir 50 bilhões de dólares e gerar 50.000 empregos no país.

Briga com a Boeing?

Em entrevista à rede de televisão NBC, Trump disse esperar um crescimento econômico “tremendo” em seu mandato e se defendeu das recentes polêmicas com empresas americanas. O último episódio aconteceu na terça-feira, após Trump ordenar à Casa Branca que cancelasse o pedido de novas unidades do Air Force One — avião oficial do presidente americano fabricado pela Boeing —, e usasse seu Twitter para falar sobre o tema. No último mês, o republicano também fez lobby para que a empresa de ar condicionado Carrier mantivesse uma fábrica nos Estados Unidos.

Os games mobile da Sony

A empresa de tecnologia Sony revelou estar trabalhando no desenvolvimento de dez jogos para smartphones, e planeja lançar seis deles ao longo do próximo ano fiscal, que começa em abril. No mercado de consoles, a companhia já é líder — o Playstation 4 vendeu quase o dobro de unidades do Xbox, da rival Microsoft —, mas ainda é incipiente nos games móveis, enquanto a rival Nintendo emplacou o Pokémon Go, maior sucesso do mundo dos games no ano. Na próxima semana, a Nintendo também lança a versão móvel da franquia Super Mario Bros, em parceria com a Apple.

Walmart aposta no México

A varejista Walmart anunciou que vai investir 1,3 bilhão de dólares no México, um voto de confiança após a incerteza gerada pela vitória de Donald Trump. A maior parte será destinada a melhorias em logística e infraestrutura nos próximos três anos. Maior varejista do México, a empresa já investiu 3,93 bilhões de dólares nos últimos quatro anos. Segundo Guilherme Loureiro, presidente-executivo da filial mexicana, os novos investimentos gerarão 10.000 empregos permanentes.

Shell no Irã

A petrolífera holandesa Shell assinou um pré-contrato de 12 bilhões de dólares com a estatal iraniana Nioc para explorar campos de petróleo e gás no Irã. A parceria só é possível graças a um acordo nuclear entre o Irã e seis potências ocidentais, que permitiu que empresas estrangeiras voltassem a operar em terras iranianas. A primeira petrolífera a voltar ao Irã foi a francesa Total, que assinou um contrato de 4,8 bilhões de dólares em novembro. Classificado como um “desastre” por Donald Trump, o acordo nuclear foi alvo de polêmica nesta semana, após autoridades iranianas afirmarem que não vão permitir que Trump desfaça o tratado.