Tillerson e a Rússia; Samsung na justiça…

Tillerson e a Rússia

Escolhido como secretário de Estado pelo presidente eleito Donald Trump, Rex Tillerson foi sabatinado pelo Senado ao longo desta tarde. Presidente da petroleira Exxon Mobil, Tillerson é alvo de críticas por nunca ter tido um cargo público e por sua proximidade com a Rússia. Perguntado pelo senador Marco Rubio — um dos pré-candidatos à Presidência, contra Trump — se o presidente russo, Vladimir Putin, era um criminoso de guerra, Tillerson afirmou que “não usaria esse termo”. Por outro lado, posicionou-se contra a Rússia ao afirmar que os Estados Unidos deveriam ter sido mais enérgicos quando os russos anexaram a Crimeia, ex-território ucraniano, em 2014. O futuro secretário também disse ser a favor do Tratado Transpacífico (TPP), que é fortemente criticado por Trump. A sabatina continua na quinta-feira 12. 

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Booker vs. Sessions

Outro a ser ouvido pelo Senado americano nesta quarta-feira foi o senador Jeff Sessions, indicado para procurador-geral. Embora não seja comum que um senador testemunhe contra o outro, o democrata Cory Booker, que é negro e conhecido defensor dos direitos civis, discursou contra a nomeação do colega. Sessions tem um histórico de declarações racistas e, assim como Trump, é contra a entrada de imigrantes islâmicos. Em seu segundo dia de audiência na Casa, Sessions também foi questionado sobre uma declaração na qual afirmava não considerar que Trump tenha praticado assédio sexual num vídeo divulgado em outubro — que mostra o magnata usando linguagem desrespeitosa para se referir a uma atriz. 

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Cotas de refugiados

O candidato de centro-direita à Presidência da França, François Fillon, quer que o país tenha cotas de refugiados e possa escolher, todo ano, o número de pessoas que pretende receber, sem que isso seja decidido pela União Europeia. Por outro lado, ao contrário da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, da Frente Nacional, Fillon afirmou que não deseja que a França se retire da zona que permite a livre circulação de pessoas no bloco europeu. Pesquisas de opinião mostram Fillon à frente de Le Pen nas eleições, que serão em abril. 

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Samsung na mira

Autoridades da Coreia do Sul convocaram o presidente da Samsung, Jay Y. Lee, a depor na quinta-feira 12 sobre as denúncias de tráfico de influência envolvendo a presidente do país, Park Geun-hye, e uma amiga próxima, Choi Soon-sil. A Samsung pagou 25 milhões de dólares a fundações apoiadas pela amiga da presidente, e as investigações vão avaliar se a situação influenciou o governo sul-coreano para que apoiasse a controversa fusão de duas unidades da Samsung em 2015. A relação com Choi Soon-sil levou Park a um processo de impeachment, que, se confirmado pela Suprema Corte, poderá fazer da presidente a primeira líder democraticamente eleita a ser forçada a se retirar do cargo. 

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Acordo da Volks

A montadora alemã Volkswagen aceitou pagar 4,3 bilhões de dólares ao Departamento de Estado americano a respeito do escândalo das emissões de carbono, em que carros da empresa continham programas de computador que driblavam os testes de emissão de poluentes de carros movidos a diesel. Além de pagar a multa, a companhia vai se declarar culpada; e seis de seus executivos foram condenados criminalmente. Com o novo acordo, sobe para 20 bilhões de dólares o valor que a Volks já gastou em processos sobre o caso somente nos Estados Unidos. 

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Anúncios no Instagram Stories

A rede social Instagram, que pertence ao Facebook, vai passar a exibir anúncios no Instagram Stories, serviço de vídeos e imagens que desaparecem após 24 horas, similar ao Snapchat — que já mostra publicidade desde meados do ano passado. Embora tenha sido criado apenas em agosto, os poucos meses já foram suficientes para o Stories atingir o mesmo número de usuários do Snap: 150 milhões por dia, o que representa metade dos usuários do Instagram. 

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Twitter fecha mais um

O Twitter anunciou que vai cancelar o Dashboard, ferramenta lançada em junho de 2016 que permitia a páginas de empresas monitorar estatísticas e agendar tuítes. Em contrapartida, a companhia diz que “espera” conseguir levar algumas funcionalidades do Dashboard para a plataforma comum da rede. Em outubro, a empresa já havia fechado o Vine, serviço de vídeos adquirido em 2012 por 970 milhões de dólares.