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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Polícia submete Netanyahu a cinco horas de interrogatório

Esta é a segunda vez nesta semana que os agentes interrogam o chefe do governo israelense, após outras três horas de perguntas na noite da segunda

Jerusalém – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi interrogado durante cinco horas seguidas pela polícia nesta quinta-feira em sua residência oficial, sob suspeitas de receber presentes e favores de empresários e por um segundo caso sobre o qual não foram divulgadas informações.

O porta-voz policial Micky Rosenfeld informou em breve comunicado sobre a duração do interrogatório e adiantou que, por enquanto, não serão divulgados mais detalhes.

Esta é a segunda vez nesta semana que os agentes interrogam o chefe do governo israelense, após outras três horas de perguntas na noite da segunda-feira passada.

O jornal “Ha’aretz” afirmou que os investigadores, além de questionarem Netanyahu sobre o suposto recebimento irregular de numerosos e valiosos presentes, desta vez também o perguntaram sobre um segundo caso, cujos detalhes não foram revelados.

Em relação a este caso também teria sido interrogado um segundo suspeito, afirma a publicação, que cita fontes policiais que não identifica e que alegam não poder dar mais dados para não prejudicar a investigação.

Segundo explicou a procuradoria após o interrogatório da segunda-feira passada, as questões investigadas estão relacionadas a possíveis crimes de “integridade moral”.

A procuradoria afirmou em comunicado ter provas que justificam a abertura de uma investigação criminal e disse que recusou várias denúncias contra o primeiro-ministro por falta de provas.

Netanyahu confessou que recebeu presentes, mas garantiu que foram obséquios entre amigos e negou ter cometido irregularidades, segundo a imprensa local.

A investigação sobre o primeiro-ministro começou no ano passado e coletou depoimentos de aproximadamente 50 pessoas.

Um dos interrogados é um velho amigo de Netanyahu, o empresário judeu americano Ron Lauder, que confessou ter financiado uma viagem a um dos filhos do primeiro-ministro, embora por um valor menor do que os investigadores suspeitam.