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Última atualização 29/05/2017 - 17:21 FONTE

“Sim, nós podemos. Sim, nós fizemos”: a despedida de Obama

A dez dias de entregar o cargo, Obama fala em democracia, racismo e conquistas diplomáticas em seu discurso de despedida

Chicago (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira que seu país é atualmente “um lugar melhor e mais forte” do que quando ele chegou ao poder em 2009, e atribuiu esses avanços aos esforços do povo americano que confiou em sua mensagem de esperança e mudança há oito anos.

“Vocês foram a mudança. Vocês responderam às esperanças do povo, e graças a vocês, em quase todas as medidas, os Estados Unidos são um lugar melhor e mais forte que quando começamos”, disse Obama, em seu último discurso como presidente, realizado diante de 20 mil pessoas em Chicago, cidade onde iniciou na política.

Obama, que deixará o cargo no próximo dia 20, reconheceu que o progresso durante sua presidência “não foi uniforme”, e que “às vezes parece que damos um passo atrás por cada dois passos adiante”, mas que seu país sempre se caracterizou por “andar para frente”.

O presidente americano disse que, se há oito anos tivesse prometido que o país “deixaria para trás uma grande recessão”, abriria “um novo capítulo com o povo cubano, encerraria o programa nuclear do Irã”, conseguiria a legalidade do casamento homoafetivo e reformaria o sistema de saúde, “teriam me falado que estaria sonhando demais”.

O primeiro presidente negro dos EUA reconheceu que, apesar do caráter histórico que representou sua eleição, o racismo segue vivo no país e fica com “mais trabalho por fazer” para eliminar os preconceitos contra as minorias e imigrantes.

“Depois da minha eleição, muito foi falado de um Estados Unidos pós-racial. Essa visão, embora bem intencionada, nunca foi realista. Porque o racismo continua sendo uma força potente e um fator de divisão em nossa sociedade”, admitiu Obama.

Faltando dez dias para que seu sucessor, Donald Trump, assuma o poder, Obama se comprometeu em garantir uma transferência de poder “pacífica”, para que o próximo governo “possa nos ajudar a enfrentar os muitos desafios que ainda teremos”.

Apesar das diferenças entre suas ideias e as de Trump, Obama afirmou se sentir “ainda mais otimista sobre o país” que quando assumiu o poder, porque sabe que seu governo não apenas “ajudou muitos americanos, mas também inspirou” muitos outros, especialmente aos jovens.

“O futuro está em boas mãos”, disse Obama, ao classificar a nova geração como “altruísta, criativa e patriótica” e pediu para todos cidadãos serem “guardiões” da democracia, não somente quando houver eleições, mas “durante toda a vida”.

Barack Obama terminou seu discurso com uma série de agradecimentos a sua família e sua equipe na Casa Branca, e prometeu seguir lutando por que acredita quando deixar o poder.

“Yes, we can. Yes, we did” (“Sim, nós podemos. Sim, nós fizemos”), encerrou o presidente.

Comentários

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  1. Américo Vespúcio Ribeiro de Oliveira

    Este criminoso sai tarde da vida pública, e que não retorne. Atrás desta face está um traidor dos amigos, e um moleque que afaga os inimigos do ocidente. Na última decisão da ONU sobre Israel, preferiu ficar do lado muçulmano. Nunca soube de um judeu realizando ataques contra os EUA, mas o mesmo não podemos dizer dos seguidores do genocida Maomé. Portanto, em todo o tempo e o tempo todo, este indivíduo incentivou a propagação do islã em seu próprio território, onde infelizmente foi o seu presidente. Pior, armou a Al-Nusra, braço da Al-Qaeda, na guerra da Síria. Obama traiu o Ocidente, Obama traiu os EUA, e os americanos conseguiram ver isto, e se livraram da histeria a que foram submetidos por este psicopata. Psicopatas são assim chorões, cheios de sentimentos, enquanto realizam seus crimes obscuros e bem pensados, como a saída dos exércitos americanos do Iraque para que os cristãos de Mossul fossem trucidados. Não quero falar da economia em pandarecos que este indivíduo deixou de herança para seu sucessor.