Radicais islâmicos ocupam edifícios públicos no Iêmen

Os homens armados tomaram o controle das sedes da Polícia, do Governo local e do Conselho Municipal de Zinyibar, capital da província de Abian

Cairo – Radicais islâmicos ocuparam nesta sexta-feira vários edifícios oficiais da cidade litorânea de Zinyibar, no sul do Iêmen, após um duro combate contra forças de segurança que terminou com 19 mortos e 13 feridos, segundo disseram à Agência Efe testemunhas do local.

Os mortos são 10 policiais, 7 militantes islâmicos e 2 moradores que foram atingidos no fogo cruzado, acrescentaram as fontes.

Os homens armados tomaram o controle das sedes da Polícia, do Governo local e do Conselho Municipal de Zinyibar, capital da província de Abian.

As testemunhas informaram que após os violentos confrontos foram vistos incêndios nos edifícios controlados pelos radicais islâmicos.

Os moradores disseram ainda que os homens armados estabeleceram postos de controle nas ruas e estão percorrendo Zinyibar anunciando por alto-falantes que se apoderaram da cidade.

Ainda não se sabe se os atacantes pertencem a um grupo determinado, mas jihadistas dispersos já atuaram em Zinyibar e outras localidades da região em ocasiões anteriores.

Além disso, a província de Abian é um frequente cenário de ações da Al Qaeda, que fixou no Iêmen sua sede de operações para a península arábica. Apenas no mês de maio, já foram registrados três ataques a patrulhas e postos policiais atribuídos à organização terrorista.

No dia 27 de março, radicais armados invadiram também em Zinyibar, durante várias horas, a sede das autoridades locais, o escritório dos Serviços Secretos e o edifício do orgão encarregado da luta contra a malária.

As ações armadas desta sexta-feira ocorreram enquanto, em Sana e outras cidades do Iêmen, continuam os protestos políticos contra o regime de Ali Abdallah Saleh, que explodiram no final de janeiro no calor das revoltas do mundo árabe.

No Iêmen, país mais pobre da península arábica, além desta agitação social, ocorrem esporádicas ações da Al Qaeda, uma tentativa de secessão no sul e intermitentes operações de uma guerrilha xiita que opera no norte do país.