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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Quem é Xi Jinping, o novo líder chinês

Ainda não está claro o que a nova liderança chinesa vai defender, segundo o relatório da Economist Intelligence Unit

São Paulo – Xi Jinping assume hoje, por um período de dez anos, a presidência da China. Jinping já é presidente do partido comunista desde novembro, quando foi realizado o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês. Antes disso já se sabia que ele seria presidente – mas nem toda essa certeza faz com que se saiba o que ele irá defender. 

Ainda não está claro o que a nova liderança chinesa vai defender, segundo o relatório China’s Leadership Handover, elaborado pela Economist Intelligence Unit. Pouco se sabe sobre Jinping, mas, especula-se que ele poderia adotar uma postura mais leve com o sistema financeiro. O pai de Jinping era liberal e foi responsável por estabelecer a zona de economia especial de Shenzhen nos anos 1980. 

Quando jovem, Jinping foi enviado para o interior do país quando seu pai foi expulso durante a Revolução Cultural, segundo a CNN. Depois, o atual presidente ingressou na universidade Tsinghua, em 1975, aos 22 anos. Jinping estudou engenharia química e foi secretário pessoal do Ministro da Defesa da época, Geng Biao, dando início, então a sua atuação na política. 

Na experiência de Jinping nas províncias de Fujian e Zheijiang, observa-se simpatia a reformas nos mercados. As províncias onde ele construiu sua carreira são empreendedoras, com setores privados relativamente dinâmicos e alta exposição a investimentos estrangeiros, segundo informações do relatório da Economist. Mas não há nenhuma garantia de que, mesmo que queira, Jinping  vai poder implementar grandes políticas de reestruturação. Jinping tem pela frente o plano econômico de cinco anos da China, que vai até 2015.

Agora, além do desafio de crescer – bastante – Jinping terá de lidar com os países vizinhos e com os Estados Unidos, como aponta relatório da Eurasia Group. “Dados as enormes desafios internos que enfrentam à medida que tentam consolidar o poder, é improvável que os novos líderes da China adotem uma postura regional menos assertiva. Será praticamente impossível para eles ceder em disputas territoriais ou diplomáticas no início de seu mandato”, afirma o relatório.

O dilema para a China, segundo o relatório, é que a sua inflexibilidade nessas questões faz com que alguns de seus vizinhos tomem posições mais duras contra o país e busquem ajuda dos EUA. “Se Pequim enfrenta um teste de política externa, Xi terá um forte incentivo para demonstrar sua coragem na política externa e evitar ser visto como rendido aos interesses externos”, afirma o material. 

Antes do Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, um sumiço colocou em dúvidas o estado de saúde de Jinping – ele passou duas semanas sem realizar nenhuma aparição pública. Mas, no geral, Jinping não parece ser muito fã de aparições públicas.