Preço será pago por votarem contra reforma da saúde, dizem EUA

"Os Congressistas terão de se explicar para o povo por que não aprovaram o projeto", disse o secretário de imprensa do presidente Trump

São Paulo – O secretário de Imprensa do governo dos Estados Unidos, Sean Spicer, reiterou o alerta do presidente Donald Trump sobre a não aprovação do projeto de lei e afirmou que um “preço será pago” por votar contra a reforma da saúde no Congresso. “Os Congressistas terão de se explicar para o povo por que não aprovaram o projeto”, disse.

Ele também rebateu os comentários sobre desempenho negativo das bolsas em Nova York hoje e afirmou que a confiança do mercado desde que Trump venceu as eleições presidenciais “continua forte”.

“Não dá para olhar apenas um fator e dizer que ele é o motivo da instabilidade nos mercados”, declarou.

As bolsas em Wall Street despencaram hoje com o receio dos investidores de que as reformas prometidas pelo presidente Donald Trump, com destaque para a reforma tributária, não ocorram neste ano, no momento em que ele pressiona os republicanos no Congresso para aprovarem seu projeto de reforma da saúde para substituir o Obamacare.

Spicer minimizou as preocupações e disse que a agenda de Trump “está caminhando bem”.

O presidente foi até o Capitólio e se reuniu à portas fechadas com lideranças do partido. Ele alertou os colegas republicanos, em tom de ameaça, que eles podem perder assentos na Casa no próximo ano, caso não apoiem a reforma do programa de saúde, que irá para votação na quinta-feira.

Segundo Spicer, Trump está otimista que o projeto de lei será aprovado, apesar de diversos republicanos, além dos democratas, não apoiarem o plano em sua totalidade.

“O projeto está exatamente em linha com a promessa de Trump de repelir e substituir o Obamacare”, disse o secretário.